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Turnover: como calcular, com exemplo e custo de cada saída

"Saiu mais um. A equipe está desmontando, ou foi só azar?" Quem pergunta isso costuma ter um número na cabeça, e esse número, sozinho, engana.

Este guia trata de turnover de pessoas, e não de basquete nem de bioquímica, onde a palavra também existe. Mostro a conta, uma loja de 8 funcionários feita do começo ao fim, o custo em R$ de cada saída e um registro para copiar. A rotina de quem lidera está no guia de liderança na pequena empresa.

O que é turnover?

Turnover é a taxa de saída e reposição de pessoas em uma empresa, em um período. No Brasil, é o mesmo que rotatividade. O DIEESE descreve o fenômeno como "um movimento recorrente de substituição de parte da força de trabalho" por demissões e admissões (DIEESE, 2017). Na empresa, é a mesma ideia aplicada à sua folha.

Absenteísmo é outra coisa: é a falta ao trabalho, e não a saída. Ele aparece mais adiante, com a mesma loja.

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Como calcular o turnover, passo a passo

Não existe fórmula oficial de turnover para empresa. Na literatura de RH há duas contas, e a diferença entre elas muda o resultado (Gonçalves e Mollica, 2016):

  • Só saídas: turnover = saídas ÷ quadro médio × 100. Serve para analisar as perdas e suas causas.
  • Entradas e saídas: turnover = [(entradas + saídas) ÷ 2] ÷ quadro médio × 100. Serve para planejar a reposição.

Eu uso a primeira em empresa pequena. A pergunta do dono é quantos saíram e por quê, e a segunda mistura essa resposta com a contratação.

Passo a passo

  1. Defina o período.
  2. Ache o quadro médio.
  3. Conte as saídas, as entradas e o tipo de cada saída.
  4. Faça a conta.

1. Defina o período

Mensal, semestral ou anual: a conta é a mesma. Para decidir algo, eu olho os últimos 12 meses.

2. Ache o quadro médio

Quadro médio é o número de funcionários, em média, durante o período. Em empresa pequena, eu somo o quadro de fim de cada mês e divido por 12. Esse é um critério meu: com poucas pessoas, uma saída em abril muda o quadro por meses, e a média simples entre janeiro e dezembro esconde isso.

3. Conte saídas, entradas e o tipo

Saída é qualquer desligamento. Anote se foi pedido de demissão (voluntária) ou decisão da empresa (involuntária). Essa separação é convenção de RH, e a conta voluntária é a mesma, só com os pedidos no alto: pedidos de demissão ÷ quadro médio × 100.

4. Faça a conta

Divida, multiplique por 100 e escreva o número de saídas ao lado do percentual. O DIEESE usa uma terceira conta, porque mede o país: o menor valor entre admitidos e desligados no ano, dividido pelo estoque médio de vínculos (DIEESE, 2017). Ela mede quantas vagas do mercado foram substituídas. Não é a conta do dono.

Exemplo completo: uma loja de roupas com 8 pessoas

Imagine uma loja de roupas em Curitiba, fictícia, com números redondos. A loja começa o ano com 9 pessoas e termina com 8. Teve 3 saídas (2 pedidos de demissão e 1 dispensa sem justa causa) e 2 entradas.

Exemplo com números

Loja de roupas · turnover do ano

Mês O que aconteceu Quadro no fim do mês
Jan, fev, mar Nada 9, 9, 9
Abr Saída: pedido de demissão 8
Mai, jun Nada 8, 8
Jul Saída: dispensa sem justa causa 7
Ago Entrada 8
Set Saída: pedido de demissão 7
Out Nada 7
Nov Entrada 8
Dez Nada 8

Quadro médio: (9+9+9+8+8+8+7+8+7+7+8+8) ÷ 12 = 96 ÷ 12 = 8.

  • Só saídas: 3 ÷ 8 × 100 = 37,5%.
  • Entradas e saídas: [(2 + 3) ÷ 2] ÷ 8 × 100 = 2,5 ÷ 8 × 100 = 31,25%.
  • Voluntário: 2 pedidos ÷ 8 × 100 = 25%.
  • Involuntário: 1 dispensa ÷ 8 × 100 = 12,5%.
  • Método do DIEESE aplicado a este quadro: mín(2; 3) ÷ 8 × 100 = 25%.

Números de exemplo fictício. Troque pelos seus.

O mesmo ano rendeu 37,5%, 31,25% ou 25%, conforme a convenção. Por isso eu sempre escrevo qual fórmula e qual quadro usei. Se o quadro fosse só a média entre o início e o fim, (9 + 8) ÷ 2 = 8,5, e o primeiro resultado cairia para 35,3%.

Os outros períodos saem da mesma conta. Em abril, 1 saída ÷ 8 = 12,5%. No primeiro semestre, 1 ÷ 8,5 = 11,8%, com 8,5 como a média dos seis primeiros quadros. Acumulado até setembro, 3 ÷ 8,11 = 37,0%. Uma pessoa a mais ou a menos desloca o número em pontos inteiros, e nessa escala o percentual assusta ou tranquiliza sem razão.

Qual o turnover ideal? O que o número quer dizer na empresa pequena

Segundo Silva (2001), citado no Caderno Científico Fagoc, "não há um número que defina o índice ideal de turnover, mas uma situação específica para cada organização". A mesma fonte diz que um índice muito baixo também não é sadio, porque a empresa deixa de renovar a equipe, e que importa a qualidade da rotatividade, e não só a quantidade (Gonçalves e Mollica, 2016). Os blogs de RH que ranqueiam para essa busca citam uma faixa "ideal" sem apontar a pesquisa de origem, e eu não uso nenhuma como meta.

A média do país ajuda a calibrar o susto, mas não a meta. Pelo método do DIEESE, a rotatividade do mercado celetista foi de 54,8% em 2015 (DIEESE, 2017). Fiz a mesma conta com o Novo CAGED de 2025: o menor valor entre admissões e desligamentos (25.320.279) dividido pelo estoque médio de vínculos (47.834.599) dá 52,9%.

Essa é uma conta nossa, e não um número publicado pelo MTE nem pelo DIEESE. O estoque médio vem dos vínculos de dez/2024 (47.194.850) e dez/2025 (48.474.348) (MTE). Vale só como ordem de grandeza, porque o CAGED traz apenas celetistas.

O critério que eu uso, de bolso e meu, muda com o tamanho:

Quadro Peso de 1 saída O que eu olho primeiro
2 a 5 pessoas 20% a 50% Cada saída: o motivo e o custo
6 a 10 pessoas 10% a 16,7% Saídas pelo mesmo motivo em 6 meses
20 pessoas 5% O percentual do ano, separado em voluntário e involuntário

Pedido de demissão alto me leva a olhar chefia, remuneração e reconhecimento. Dispensa alta me leva a olhar quem eu contratei e como a pessoa entrou, o que é assunto de onboarding de funcionários.

Quanto custa uma saída? A conta em reais

Voltemos à loja. Cada saída é de um(a) vendedor(a) com salário de R$ 2.200. Pela calculadora de custo de funcionário, num negócio do Simples (Anexos I, II, III ou V), isso custa R$ 2.640 por mês: (R$ 2.200 + R$ 183,33 de 13º + R$ 61,11 de terço de férias) × 1,08 de FGTS.

As premissas de reposição são minhas e ilustrativas, e não dado de pesquisa: R$ 150 de anúncio, 6 horas do dono em triagem e entrevistas a R$ 40 a hora, 12 horas de treinamento a R$ 25 a hora, e 3 meses em que a pessoa nova rende 50% do esperado. A dispensa só acrescenta a multa de 40% do FGTS. Admita 11 meses de casa: 11 depósitos de R$ 176 (8% de R$ 2.200) somam R$ 1.936, sem 13º nem juros.

Item Pedido de demissão Dispensa sem justa causa
Anúncio R$ 150,00 R$ 150,00
Triagem e entrevistas (6 h × R$ 40) R$ 240,00 R$ 240,00
Treinamento (12 h × R$ 25) R$ 300,00 R$ 300,00
Rendimento reduzido (3 × 50% × R$ 2.640) R$ 3.960,00 R$ 3.960,00
Multa de 40% do FGTS (40% × R$ 1.936) R$ 0,00 R$ 774,40
Total R$ 4.650,00 R$ 5.424,40
Em salários de R$ 2.200 2,11 2,47

A multa existe só na dispensa sem justa causa, e o empregador a deposita na conta do FGTS (Lei 8.036/1990, art. 18, § 1º). Se a empresa dispensa e indeniza o aviso prévio em vez de a pessoa trabalhar, soma ainda cerca de um mês de salário (CLT, art. 487, § 1º).

Saldo de salário, 13º proporcional e férias proporcionais ficam fora da conta. São direitos que a pessoa já acumulou e que a empresa pagaria de qualquer jeito, agora ou depois. Para ver cada verba por tipo de desligamento, use a calculadora de rescisão.

No ano, a loja perdeu 2 × R$ 4.650 + R$ 5.424,40 = R$ 14.724,40, supondo o mesmo salário nas três saídas. A folha mensal da loja, com 8 pessoas a R$ 2.640, é de R$ 21.120. As saídas custaram 69,7% de uma folha mensal. Esse é o número que o 37,5% sozinho não mostra.

Infográfico

Infográfico de um exemplo fictício: 3 saídas ÷ quadro médio de 8 × 100 = 37,5% de turnover; 25% voluntário e 12,5% involuntário; uma saída custa R$ 4.650,00 (pedido) ou R$ 5.424,40 (dispensa).
Turnover de uma loja de 8 pessoas: a conta e o custo de cada saídaBaixar o infográfico
Ler o infográfico em texto

3 saídas no ano: 37,5% de turnover, 25% voluntário e 12,5% involuntário

O turnover do ano (só saídas)

3 ÷ 8 × 100 = 37,5%

  • 3: saídas no ano
  • ÷ 8: pessoas de quadro médio
  • × 100: para virar porcentagem
  • = 37,5%: turnover do ano

Atenção: Com entradas e saídas, [(2 + 3) ÷ 2] ÷ 8 × 100, o mesmo ano dá 31,25%. Escreva sempre qual fórmula usou.

Voluntário × involuntário

Voluntário (Pedido de demissão)

  • Saídas: 2
  • Conta: 2 ÷ 8 × 100
  • 25%: olhe chefia, remuneração e reconhecimento

Involuntário (Dispensa sem justa causa)

  • Saídas: 1
  • Conta: 1 ÷ 8 × 100
  • 12,5%: olhe quem foi contratado e como entrou

Para onde vão os R$ 5.424,40 de uma dispensa

ParteValor% do total
Rendimento reduzido (3 meses a 50% de R$ 2.640)R$ 3.960,0073,0%
Vaga e treinamento (anúncio 150 + triagem 240 + treinamento 300)R$ 690,0012,7%
Multa de 40% do FGTS (só na dispensa; sem ela, R$ 4.650,00)R$ 774,4014,3%
TotalR$ 5.424,40100%

Fonte: Fórmulas de RH (Gonçalves e Mollica, 2016); multa de 40% do FGTS (Lei 8.036/1990, art. 18); premissas de custo da Consylion. Exemplo fictício, com números redondos. As premissas de custo são ilustrativas, não dado de pesquisa. Troque pelos seus.

Turnover e absenteísmo: a diferença e quando olhar os dois

Turnover conta quem saiu. Absenteísmo conta o tempo que as pessoas faltaram. Dissertações da USP e da UFMG trazem a fórmula: dias perdidos por faltas ÷ (quadro médio × dias de trabalho do período) × 100 (Parra, 2003; Primo, 2008). Faltas são jornadas inteiras; atrasos ficam de fora, a menos que a conta seja em horas.

Na loja, imagine 22 dias úteis num mês e 11 faltas somadas: 11 ÷ (8 × 22) × 100 = 11 ÷ 176 × 100 = 6,25%. Eu olho as duas juntas: uma pessoa que passa a faltar mais é motivo para conversar antes do pedido de demissão.

Por que as pessoas saem e como reduzir a rotatividade

O instinto é culpar o salário e o mercado. A Sondagem do MTE, de agosto de 2024, ouviu quem pediu demissão: entre os 53.692 que responderam, 36,5% já tinham outro emprego em vista, 32,5% apontaram baixo salário, 24,7% disseram que o trabalho não era reconhecido e 16,2% apontaram problemas com a chefia imediata. A resposta era múltipla e a amostra, voluntária, e só vale para quem pediu demissão (MTE, via Agência Gov). O salário aparece, e não está sozinho.

Na sua empresa, trate cada causa como hipótese a confirmar no registro de saídas:

  • Entrada mal feita: quem saiu cedo não soube o que era render. Comece pelo onboarding.
  • Falta de conversa: ninguém disse como a pessoa estava indo. Veja o guia de feedback.
  • Remuneração e escala: compare com a vaga que a pessoa aceitou em outro lugar.
  • Relação com o gestor: a conversa de desligamento mostra isso melhor que o percentual.

Sobre como motivar funcionários, o que eu vejo funcionar é o que a empresa combina e cumpre: o que se espera, o que se recebe, quando se conversa. Para mim, a motivação é efeito da gestão, e não um recurso à parte.

O erro mais comum: olhar só o percentual

São três erros. O primeiro é comparar a loja com a média de empresa grande ou com a do país, que mede outra coisa. O segundo é medir o ano inteiro sem separar voluntário de involuntário: 37,5% pode ser 37,5% de pedidos ou 37,5% de dispensas, e os remédios são opostos. O terceiro, o pior, é não perguntar o motivo.

Meu critério para parar e agir: duas saídas pelo mesmo motivo em 6 meses são padrão, e não acaso. Na loja, os dois pedidos de demissão (abril e setembro) citariam a escala de sábado. É a imagem do balde furado: medir o furo antes de discutir o preço da água. O percentual diz o tamanho do vazamento, e o motivo diz onde está o furo.

Modelo pronto: registro de saídas

Use este registro da Consylion, adaptado do Manual de Cultura e Engajamento, em uma planilha ou caderno. As linhas abaixo são o exemplo ilustrativo da loja.

Modelo pronto para copiar

Registro de saídas

Data de entrada Data de saída Cargo Tipo de saída Motivo, nas palavras da pessoa Tempo de casa Gestor Custo estimado
05/01/2025 18/04/2026 Vendedora Pedido de demissão "Não consigo trabalhar todo sábado" 1 ano e 3 meses Dona R$ 4.650
12/08/2025 10/07/2026 Vendedor Dispensa sem justa causa Baixa venda no período 11 meses Dona R$ 5.424,40
03/02/2025 15/09/2026 Vendedora Pedido de demissão "A escala de sábado não muda" 1 ano e 7 meses Dona R$ 4.650

Fórmulas no Excel (separador ;), com o quadro médio na célula K1, as datas de saída na coluna B e o tipo de saída na coluna D:

  • Quadro médio (K1): =MÉDIA(K3:K14), com os 12 quadros de fim de mês.
  • Turnover do ano: =CONT.VALORES(B2:B100)/K1, formatado como porcentagem.
  • Turnover voluntário: =CONT.SE(D2:D100;"Pedido de demissão")/K1.
  • Turnover do mês de abril: =CONT.SES(B2:B100;">="&DATA(2026;4;1);B2:B100;"<"&DATA(2026;5;1))/quadro do mês.

Exercício de 15 minutos

Mão na massa · 30 minutos

Calcule o turnover dos últimos 12 meses

  • Minutos 0 a 5: liste quem saiu nos últimos 12 meses, com data, tipo de saída e tempo de casa.
  • Minutos 5 a 10: ache o quadro médio e calcule o turnover do ano e o voluntário.
  • Minutos 10 a 15: escreva o motivo de cada saída em uma frase e escolha uma ação.
  • Pronto quando: o número está calculado, cada saída tem o motivo escrito e há uma ação com data.

Hoje, faça só a lista. O número vem em minutos, e o motivo é o que você vai poder mudar. Para sustentar a mudança depois, volte à liderança de equipe pequena.

Para levar
Turnover mostra quanta gente saiu. O motivo mostra o que você pode mudar.

Padrão Consylion de aconselhamento

Como usar este conselho

De onde vem
Critério da Consylion de ler o turnover pelo número de saídas, pelo tipo e pelo motivo, com as fórmulas usuais de RH (Gonçalves e Mollica, 2016); o conceito de rotatividade e a conta do DIEESE (2017); o Novo CAGED e a Sondagem do MTE; a CLT e a Lei 8.036 para o custo da dispensa; e o Manual de Cultura e Engajamento. As 10 fontes estão listadas no fim do artigo.
Quando se aplica
  • Dono(a) de pequeno negócio com 1 a 9 pessoas (e empresas maiores, com o ajuste da leitura) que perdeu um funcionário e quer medir e entender.
  • Quem consegue listar as entradas e as saídas dos últimos 12 meses, mesmo de memória.
Limites
  • As fórmulas de turnover são convenção de RH, sem norma oficial, e este guia não indica um percentual ideal nem uma meta.
  • Em quadro de 1 a 5 pessoas, o percentual oscila muito com uma saída; olhe o número de saídas e o motivo de cada uma.
  • As premissas de custo (horas do dono, meses de rendimento reduzido, anúncio) são minhas e ilustrativas, não dado de pesquisa.
  • Afastamento, estabilidade provisória e ação trabalhista pedem contador ou advogado.
Na prática
Uma planilha ou caderno com as saídas dos últimos 12 meses e 15 minutos para fazer a conta e escrever o motivo de cada uma.
Como medir o resultado
  • Turnover dos últimos 12 meses, total e voluntário.
  • Número de saídas pelo mesmo motivo em 6 meses.
  • Custo estimado das saídas do ano contra a folha mensal.
Quando revisar
  • O DIEESE ou o MTE publicarem metodologia ou taxa nova de rotatividade.
  • As regras de rescisão, de aviso prévio ou do FGTS mudarem.
  • O Manual de Cultura e Engajamento mudar o modelo de registro de saídas.

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Perguntas frequentes

Turnover de 50% ao ano é normal?
Para o mercado formal brasileiro como um todo, esse patamar aparece: o DIEESE mediu 54,8% para os celetistas em 2015, e nossa conta com o Novo CAGED de 2025 dá 52,9%. Mas é outra fórmula e outro universo. Para a sua empresa, o que importa é por que cada pessoa saiu e quanto custou, não a comparação com a média do país.
Como calcular turnover de uma equipe com 3 pessoas?
Use a mesma conta: saídas do período divididas pelo quadro médio. Com 3 pessoas, uma saída dá 33,3% e quatro saídas no ano dão 133,3%, porque as mesmas vagas foram repostas mais de uma vez. Um valor acima de 100% é possível. Nesse porte, eu descrevo o resultado em número de saídas e em motivos, e deixo o percentual de lado.
Turnover no Power BI usa outra conta?
Usa a mesma. O Power BI e o Excel só automatizam a soma das saídas e a média do quadro por mês. Antes de montar o painel, defina o quadro médio e quais saídas contam como voluntárias. Se a definição mudar de um mês para o outro, o gráfico mostra uma variação que não aconteceu na empresa.
Edson Oliveira

Quem escreveu

Edson Oliveira

Fundador da Consylion e criador do Protocolo Consylion™

Li mais de 2.000 livros de negócios e reuni nos manuais da Consylion os métodos que uma pequena empresa consegue aplicar. Aqui, escrevo o passo a passo para você usar no seu negócio, com exemplos e a fonte de cada número.

Como produzimos este conteúdo

A pauta parte das dúvidas reais de quem toca uma pequena empresa e dos métodos dos manuais Consylion. O texto é escrito com apoio de inteligência artificial e segue o padrão editorial da Consylion: cada número, regra e citação vem de uma fonte confiável (órgãos públicos, normas, leis e pesquisas com metodologia publicada), aberta e conferida, e está listada no fim do artigo; o que não pode ser verificado não entra. Os exemplos com números são ilustrativos e estão identificados como tal. Quando surgem dados melhores ou as regras mudam, o artigo é revisado. Última revisão em . Leia a política editorial completa.

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Fontes citadas

  1. 01 DIEESE, Movimentação no mercado de trabalho: rotatividade, intermediação e proteção ao emprego (2017), cap. 3: conceito e taxa de rotatividade global
  2. 02 DIEESE (2017): taxa de rotatividade do mercado celetista em 2015 (54,8%)
  3. 03 MTE, Novo CAGED, Apresentação de dezembro de 2025: admissões, desligamentos e estoque
  4. 04 MTE, Novo CAGED, Sumário executivo de janeiro a dezembro de 2025
  5. 05 MTE, Sondagem dos desligamentos a pedido (agosto de 2024), nota republicada pela Agência Gov
  6. 06 Gonçalves e Mollica, Turnover no mercado de trabalho mundial, Caderno Científico Fagoc (2016): fórmulas de RH e posição sobre o índice ideal
  7. 07 Parra, dissertação, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, USP (2003): fórmula do absenteísmo
  8. 08 Primo, dissertação, UFMG (2008): definição e fórmula do absenteísmo
  9. 09 CLT (Decreto-Lei 5.452/1943), art. 487: aviso prévio
  10. 10 Lei 8.036/1990, art. 18, § 1º: multa de 40% do FGTS na dispensa sem justa causa