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Financeiro

DRE: demonstração do resultado do exercício, com exemplo

"O mês foi bom, a loja encheu, mas não sobrou nada." Se você já disse isso, a resposta está na DRE. A sigla pode significar outras coisas na internet (Diretoria Regional de Educação, Desvinculação de Receita Estadual), mas aqui é a Demonstração do Resultado do Exercício, o relatório de empresa que mostra se o mês deu lucro ou prejuízo.

O instinto do dono é achar que a DRE é um papel que o contador faz no fim do ano para a Receita. O problema é outro: ela é a conta que diz se o preço, o custo e as despesas fecham no mês, e quem não a faz descobre o prejuízo pelo extrato, tarde. É a ferramenta central da gestão financeira da pequena empresa, e é a que ensino aqui, com os números de uma loja fictícia.

DRE: o que é e para que serve

A DRE é a demonstração que mostra a receita de um período, o que saiu dela e o que sobrou: o lucro ou o prejuízo. Em português claro, é uma cascata em que cada degrau tira uma fatia do faturamento até sobrar o resultado.

A lei das sociedades por ações descreve essa ordem.

O art. 187 da Lei 6.404/1976 diz que a DRE discriminará a receita bruta, as deduções, os abatimentos e os impostos; a receita líquida, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; as despesas com vendas, as financeiras e as gerais e administrativas; e o lucro ou prejuízo do exercício. Essa lei é das companhias: para a sua loja, ela serve de modelo da estrutura, não de obrigação.

Há uma regra que muda tudo na leitura. O mesmo artigo manda computar as receitas "ganhas no período, independentemente da sua realização em moeda" e os custos e despesas correspondentes. É o regime de competência: a DRE conta a venda no mês em que ela acontece, mesmo que o dinheiro chegue depois. Por isso a DRE e o caixa diferem, ponto que fecho mais abaixo.

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Como montar a DRE, passo a passo

O Sebrae/PR resume em quatro movimentos: listar as receitas, subtrair os custos diretos, registrar as despesas administrativas, comerciais e financeiras e chegar ao resultado. Eu abro um pouco mais, em cinco degraus:

Passo a passo

  1. Receita bruta: tudo que foi vendido no mês, na data da venda.
  2. Menos devoluções, descontos e impostos sobre a venda: sobra a receita líquida.
  3. Menos o custo do que foi vendido (CMV ou custo do serviço): sobra o lucro bruto.
  4. Menos as despesas de vender, administrar e as financeiras.
  5. O que sobra é o resultado do período.

Receita bruta e deduções

Receita bruta é o total vendido no mês, antes de qualquer desconto. Dela saem as devoluções, os abatimentos e os impostos sobre a venda, e o resultado é a receita líquida. Fórmula: receita bruta − devoluções e descontos − impostos = receita líquida. Armadilha: lançar como receita o dinheiro que você colocou do bolso ou o empréstimo recebido. Isso não é venda.

Custo e lucro bruto

O CMV, custo da mercadoria vendida, é o que a empresa pagou pelo que saiu da loja neste mês, não pelo que ela comprou. Em serviço, é o custo do serviço prestado. Fórmula: receita líquida − CMV = lucro bruto. Armadilha: lançar a compra de estoque inteira como custo do mês. O que está na prateleira ainda não foi vendido.

Despesas de vendas, administrativas e financeiras

Despesas de vendas são as que existem para vender (taxa de cartão, marketing). As administrativas mantêm a empresa de pé (pessoal, aluguel, utilidades, contador e o pró-labore). As financeiras são os juros. Armadilha: lançar a parcela inteira do empréstimo. O principal não é despesa, só os juros entram na DRE.

Resultado do período

Fórmula: lucro bruto − despesas = resultado. Sobre o pró-labore, o critério que uso é este: nesta DRE gerencial ele fica nas despesas administrativas, para você ver o resultado depois do seu salário. Como lançar pró-labore e distribuição de lucros na contabilidade, e o que isso muda de imposto, o seu contador responde. Não prometo enquadramento nenhum aqui.

Exemplo completo: loja de roupas em Curitiba, um mês

A loja é fictícia, no Simples Nacional, com números redondos. O imposto usa a alíquota efetiva do Anexo I da LC 123/2006 para quem fatura R$ 50.000 por mês todos os meses: receita dos 12 meses anteriores de R$ 600.000, terceira faixa, (R$ 600.000 × 9,5% − R$ 13.860) ÷ R$ 600.000 = 7,19%. Sobre R$ 50.000, são R$ 3.595. Na vida real, a alíquota depende do anexo e da receita dos seus 12 meses.

Exemplo com números

Loja de roupas fictícia · DRE gerencial de um mês

Linha Conta Valor % da receita bruta
Receita bruta vendas do mês R$ 50.000 100,0%
(−) Devoluções e descontos R$ 1.000 2,0%
(−) Impostos sobre vendas (Simples) 7,19% de R$ 50.000 R$ 3.595 7,2%
= Receita líquida 50.000 − 1.000 − 3.595 R$ 45.405 90,8%
(−) CMV R$ 20.000 40,0%
= Lucro bruto 45.405 − 20.000 R$ 25.405 50,8%
(−) Despesas de vendas taxas de cartão R$ 1.500 + marketing R$ 1.000 R$ 2.500 5,0%
(−) Despesas administrativas pessoal R$ 8.000 + aluguel R$ 4.000 + pró-labore R$ 4.000 + utilidades R$ 900 + contador R$ 600 R$ 17.500 35,0%
(−) Despesas financeiras juros R$ 500 1,0%
= Resultado do período 25.405 − 2.500 − 17.500 − 500 R$ 4.905 9,8%

Números de exemplo fictício. Troque pelos seus.

Para onde foram os R$ 50.000: CMV R$ 20.000, devoluções e impostos R$ 4.595, despesas R$ 20.500 (vendas, administrativas e financeiras) e resultado R$ 4.905. A soma dá R$ 50.000.

Infográfico

Infográfico de um exemplo fictício: a DRE de uma loja com R$ 50.000 de receita bruta, lucro bruto de R$ 25.405 e resultado de R$ 4.905, e a divisão dos R$ 50.000 entre custo, impostos, despesas e resultado.
DRE da loja: para onde foram os R$ 50.000Baixar o infográfico
Ler o infográfico em texto

Do faturamento ao resultado do mês, no exemplo de uma loja de roupas

1 · Do faturamento ao lucro bruto

R$ 50.000 − R$ 1.000 − R$ 3.595 − R$ 20.000 = R$ 25.405

  • R$ 50.000: receita bruta
  • − R$ 1.000: devoluções e descontos
  • − R$ 3.595: impostos (7,19%)
  • − R$ 20.000: CMV
  • = R$ 25.405: lucro bruto

2 · Do lucro bruto ao resultado

R$ 25.405 − R$ 2.500 − R$ 17.500 − R$ 500 = R$ 4.905

  • R$ 25.405: lucro bruto
  • − R$ 2.500: despesas de vendas
  • − R$ 17.500: despesas administrativas
  • − R$ 500: despesas financeiras
  • = R$ 4.905: resultado do período (9,8% da receita bruta)

Para onde vão os R$ 50.000

ParteValor% do total
CMV (o custo do que foi vendido)R$ 20.00040,0%
Devoluções e impostosR$ 4.5959,2%
Despesas (vendas, administrativas e financeiras)R$ 20.50041,0%
ResultadoR$ 4.9059,8%
TotalR$ 50.000100%

Fonte: Estrutura da DRE: art. 187 da Lei 6.404/1976; alíquota do Anexo I da LC 123/2006; cálculo do exemplo do artigo. Exemplo fictício de uma loja de roupas no Simples Nacional, com números redondos. A alíquota real depende do seu anexo e da sua receita.

Isso se chama análise vertical: cada linha como fatia da receita bruta. A horizontal compara o mesmo mês com o anterior. Veja o que decidir em cada linha:

  • CMV de 40%: se subir, o problema está no preço de venda ou na compra. Confira a precificação antes de cortar despesa.
  • Pessoal, aluguel e pró-labore (R$ 16.000, 32%): são despesas fixas que não caem se a venda cair. Elas definem o quanto você precisa vender.
  • Taxas de cartão e marketing (5%): se o marketing sobe e a receita não, corte ou troque o canal.
  • Resultado de 9,8%: depois do seu pró-labore de R$ 4.000. Com ele, o dono tem R$ 8.905 no papel (R$ 4.000 + R$ 4.905), e o contador diz o que pode ser retirado como distribuição de lucros.

DRE contábil ou gerencial: qual a da sua empresa

A DRE contábil é a do contador, na ordem e nos grupos da norma. Para a microentidade (empresa com receita bruta até R$ 4,8 milhões por ano), a NBC TG 1002 inclui a DRE no conjunto completo, ao lado do balanço patrimonial, e lista as contas: receita bruta, deduções, receita líquida, custo, resultado bruto, despesas com vendas, administrativas, financeiras, tributos sobre o lucro e resultado líquido. A DRE gerencial é a mensal, feita por você, com as linhas que ajudam a decidir.

DRE contábil DRE gerencial
Quem faz o contador você, com ou sem ele
Frequência exercício (ano) mensal (critério da Consylion)
Estrutura a da norma a que ajuda a decidir; modelo abaixo
Para quê demonstrações formais preço, custo, despesa e retirada

A diferença entre DRE e balanço patrimonial: o balanço mostra a posição patrimonial e financeira, e a DRE mostra o desempenho. A norma separa as duas em 3.1.

A DRE é obrigatória? Depende do enquadramento, e o contador confirma o seu caso. O que li em texto oficial: o Código Civil (art. 1.179, § 2º) dispensa o pequeno empresário de levantar o balanço de resultado econômico, e a LC 123 (art. 68) define esse pequeno empresário como o empresário individual dentro do limite do MEI, hoje R$ 81.000 por ano.

Há um projeto sobre o limite do MEI enviado à sanção em 16 de outubro de 2026; confira o valor vigente antes de decidir. A DRE gerencial mensal, a deste artigo, nenhuma lei manda fazer. Faça porque é ela que mostra se o preço fecha a conta.

A antiga ITG 1000 foi revogada pela NBC TG 1002, para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2023.

DRE ou fluxo de caixa: por que o lucro não é o dinheiro no banco

A DRE usa o regime de competência; o fluxo de caixa usa o dinheiro que entrou e saiu. O CPC 26 manda elaborar as demonstrações pelo regime de competência, "exceto para a demonstração dos fluxos de caixa".

Na loja do exemplo, o resultado foi R$ 4.905. A ponte abaixo usa valores ilustrativos que inventei para o exemplo, não são dados de nenhuma fonte: a loja comprou R$ 23.000 de estoque (R$ 3.000 acima do CMV), R$ 4.500 das vendas no cartão ainda vão cair, e ela pagou R$ 1.500 de principal do empréstimo (os juros de R$ 500 já estão na DRE). Pressupõe imposto e despesas pagos no mês.

Exemplo com números

Da DRE ao caixa · mesma loja fictícia, valores ilustrativos

Item Conta Valor
Resultado da DRE R$ 4.905
(−) Estoque comprado acima do CMV 23.000 − 20.000 −R$ 3.000
(−) Vendas no cartão a receber −R$ 4.500
(−) Principal do empréstimo −R$ 1.500
= Variação do caixa do mês 4.905 − 3.000 − 4.500 − 1.500 −R$ 4.095

Números de exemplo fictício. Troque pelos seus.

Prova pelo caminho do caixa: entram R$ 44.500 (R$ 50.000 − R$ 1.000 de devoluções − R$ 4.500 a receber). Saem R$ 48.595 (impostos R$ 3.595 + compras R$ 23.000 + despesas R$ 20.500 + principal R$ 1.500). R$ 44.500 − R$ 48.595 = −R$ 4.095.

Infográfico

Infográfico de um exemplo fictício: a loja tem resultado de R$ 4.905 na DRE, mas o caixa do mês cai R$ 4.095, por causa de estoque, vendas no cartão a receber e principal do empréstimo.
Lucro na DRE, caixa menor no bancoBaixar o infográfico
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A ponte do resultado de R$ 4.905 até a variação do caixa, na mesma loja

Da DRE à variação do caixa

R$ 4.905 − R$ 3.000 − R$ 4.500 − R$ 1.500 = −R$ 4.095

  • R$ 4.905: resultado da DRE
  • − R$ 3.000: estoque comprado acima do CMV
  • − R$ 4.500: vendas no cartão a receber
  • − R$ 1.500: principal do empréstimo
  • = −R$ 4.095: variação do caixa do mês

O mesmo mês, duas leituras

DRE (Regime de competência)

  • Receita bruta: R$ 50.000
  • Resultado: R$ 4.905
  • +R$ 4.905: a venda conta no mês em que acontece

Fluxo de caixa (O dinheiro que entrou e saiu)

  • Entram: R$ 44.500
  • Saem: R$ 48.595
  • −R$ 4.095: o caixa fecha o mês menor

Fonte: Regime de competência: art. 187 da Lei 6.404/1976 e CPC 26; cálculo do exemplo do artigo. Exemplo fictício: os valores da ponte (estoque, cartão a receber, empréstimo) são ilustrativos, inventados para o exemplo.

Lucro de R$ 4.905 e caixa R$ 4.095 menor no mesmo mês: esse é o caso em que "a DRE deu lucro e não tem dinheiro". Para ver o saldo dia a dia, use o fluxo de caixa e, para as contas de margem, a calculadora de lucro.

O erro mais comum na DRE da pequena empresa

O erro mais comum é lançar a compra de estoque como despesa do mês. Na loja do exemplo, os R$ 23.000 comprados entrariam no lugar dos R$ 20.000 de CMV, e o resultado cairia para R$ 1.905 (R$ 4.905 − R$ 3.000). A loja pareceria quase no zero, mas o que ela comprou a mais está na prateleira, não foi gasto.

O segundo é misturar a conta pessoal com a da empresa. Compra de mercado no cartão da loja vira despesa que não existe, e o resultado mente para menos. Separe as contas antes de começar.

Modelo de DRE gerencial para copiar

Copie para o caderno ou para uma planilha, sem cadastro. Uma coluna por mês e uma de % da receita bruta:

Modelo pronto para copiar

DRE gerencial mensal

Linha Fórmula Onde lançar Se estiver acima do esperado
Receita bruta soma das vendas do mês venda na data em que aconteceu
(−) Devoluções e descontos trocas e descontos dados revise política de desconto
(−) Impostos sobre vendas % do Simples × receita DAS do mês confira a faixa com o contador
= Receita líquida bruta − devoluções − impostos
(−) CMV ou custo do serviço custo do que saiu, não da compra revise preço e fornecedor
= Lucro bruto líquida − CMV
(−) Despesas de vendas taxa de cartão, marketing revise canal e taxa
(−) Despesas administrativas pessoal, aluguel, pró-labore, utilidades, contador corte ou venda mais
(−) Despesas financeiras só os juros; a parcela do principal fica fora renegocie dívida
= Resultado lucro bruto − despesas

Para a projeção do caixa, o modelo é outro, o do artigo de fluxo de caixa. Quem quiser a planilha completa de leitura da DRE e do balanço encontra no Manual de DRE e Leitura dos Números, logo abaixo.

Exercício de 15 minutos

Mão na massa · 30 minutos

A DRE do mês passado em 15 minutos

  • Minutos 0 a 5: abra o extrato do banco e da maquininha e some o que foi vendido no mês: a receita bruta.
  • Minutos 5 a 10: separe o custo do que vendeu (CMV) e some as despesas em vendas, administrativas e financeiras.
  • Minutos 10 a 15: calcule o resultado e a % da receita bruta.
  • Pronto quando: você tem três números (receita, custo e resultado) e sabe dizer qual linha mais pesou.

Quando fizer isso todo mês, até o dia 10, você deixa de descobrir o prejuízo no extrato e passa a decidir com a conta na mão. Para a visão completa, volte à gestão financeira da pequena empresa.

Para levar
Lucro é o que a conta diz. Caixa é o que o banco mostra. Olhe os dois.

Padrão Consylion de aconselhamento

Como usar este conselho

De onde vem
A estrutura da DRE vem do art. 187 da Lei 6.404/1976 e da NBC TG 1002 do CFC (microentidades). O modelo gerencial, as regras de lançamento para a pequena empresa e a leitura por linha são critério da Consylion, do Manual de DRE e Leitura dos Números. As 8 fontes estão listadas no fim do artigo.
Quando se aplica
  • Comércio ou serviço com 1 a 9 pessoas.
  • Dono que decide pelo extrato do banco e não sabe se o mês deu lucro.
Limites
  • Não substitui o contador: a DRE contábil, os impostos e o enquadramento dependem do caso.
  • O exemplo é de uma loja fictícia, com números redondos; a alíquota real do Simples depende do anexo e da receita dos 12 meses anteriores.
  • A ponte entre lucro e caixa usa valores ilustrativos inventados para o exemplo. Não é recomendação de crédito nem de investimento.
Na prática
O extrato do banco e da maquininha do mês passado, a lista de contas pagas e 15 minutos.
Como medir o resultado
  • Em 30 dias: a DRE do mês fechada até o dia 10 do mês seguinte (critério da Consylion).
  • Em 90 dias: três meses comparados, com a margem líquida e a linha que mais pesou.
Quando revisar
  • Mudar o art. 187 da Lei 6.404 ou a NBC TG 1002.
  • Mudarem as regras do Simples Nacional usadas no exemplo (Anexo I da LC 123/2006).
  • Mudar o limite do MEI (há um projeto enviado à sanção em outubro de 2026).

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Fluxo de caixa na pequena empresa: o que é, como fazer passo a passo, um exemplo completo em R$, a projeção de 3 meses e modelo para copiar sem cadastro.

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Perguntas frequentes

A DRE é obrigatória para MEI e para empresa do Simples?
Depende do enquadramento, e o contador confirma o seu caso. O que está em texto oficial: o Código Civil (art. 1.179, § 2º) dispensa o pequeno empresário, o empresário individual no limite do MEI, de levantar o balanço de resultado econômico. A NBC TG 1002 inclui a DRE entre as demonstrações das microentidades. A DRE gerencial mensal nenhuma lei manda fazer.
DRE de empresa de serviço tem CMV?
Tem o equivalente: o custo do serviço prestado, que é tudo que só existe porque você vendeu aquele serviço, como a hora do profissional que executa, o material usado e a comissão. A NBC TG 1002 chama de custo dos produtos, das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados. O resto (aluguel, contador, marketing) fica nas despesas.
Com que frequência fazer a DRE: mensal ou anual?
Para decidir, mensal. A norma fala em demonstrações do exercício, ou seja, do ano; o fechamento do mês é critério da Consylion. Eu fecharia até o dia 10 do mês seguinte, porque um prejuízo descoberto em dezembro já custou o ano inteiro. Compare cada mês com o anterior para ver qual linha mudou.
Edson Oliveira

Quem escreveu

Edson Oliveira

Fundador da Consylion e criador do Protocolo Consylion™

Li mais de 2.000 livros de negócios e reuni nos manuais da Consylion os métodos que uma pequena empresa consegue aplicar. Aqui, escrevo o passo a passo para você usar no seu negócio, com exemplos e a fonte de cada número.

Como produzimos este conteúdo

A pauta parte das dúvidas reais de quem toca uma pequena empresa e dos métodos dos manuais Consylion. O texto é escrito com apoio de inteligência artificial e segue o padrão editorial da Consylion: cada número, regra e citação vem de uma fonte confiável (órgãos públicos, normas, leis e pesquisas com metodologia publicada), aberta e conferida, e está listada no fim do artigo; o que não pode ser verificado não entra. Os exemplos com números são ilustrativos e estão identificados como tal. Quando surgem dados melhores ou as regras mudam, o artigo é revisado. Última revisão em . Leia a política editorial completa.

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Fontes citadas

  1. 01 Lei nº 6.404/1976, art. 187 (Planalto): o que a DRE discrimina e a competência
  2. 02 CFC — NBC TG 1002, Contabilidade para Microentidades (2021)
  3. 03 CFC — Resolução 1.418/2012 (ITG 1000), revogada pela NBC TG 1002
  4. 04 Lei nº 10.406/2002 (Código Civil), art. 1.179 e art. 970
  5. 05 Lei Complementar nº 123/2006: art. 18 e Anexo I, art. 68 e art. 18-A, § 1º
  6. 06 CPC 26 (R1) — Apresentação das Demonstrações Contábeis (CVM)
  7. 07 Sebrae/PR — Aprenda a fazer um demonstrativo de resultado
  8. 08 Câmara dos Deputados — PLP 186/2026, situação e tramitação (dados abertos)