Como usar a calculadora
- Digite o preço de venda de um produto ou serviço.
- Digite o custo de cada unidade: a mercadoria, a matéria-prima ou o que você paga por peça ou por hora a quem faz. Salário fixo e pró-labore não entram aqui: vão nos custos fixos, como orienta o Sebrae.
- Some os percentuais que saem de cada venda: o imposto, a taxa do cartão ou do marketplace e a comissão.
- Acrescente os custos por unidade em reais, como embalagem e frete.
- Para ver o mês, informe quantas unidades você vende e os seus custos fixos, com o pró-labore (a sua retirada mensal).
Como a conta é feita
O Sebrae define a margem de contribuição como a sobra da venda depois dos custos e das despesas que só existem porque a venda aconteceu: "Margem de Contribuição = Valor das Vendas – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)" (Sebrae). A calculadora usa exatamente essa conta:
- Lucro por unidade, antes dos custos fixos (a margem de contribuição em R$) = preço − custo − (preço × percentuais da venda) − custos por unidade em R$.
- Margem de contribuição em % = lucro por unidade ÷ preço.
- Lucro do mês = lucro por unidade × unidades vendidas − custos fixos.
- Margem líquida = lucro do mês ÷ receita do mês.
- Ponto de equilíbrio = custos fixos ÷ lucro por unidade. É o número de vendas a partir do qual a empresa para de perder dinheiro.
Exemplo
Os números já preenchidos são ilustrativos. Um produto vendido a R$ 120 custa R$ 50. De cada venda saem 12% (R$ 14,40) e mais R$ 4 de embalagem. Sobram R$ 51,60 por unidade, uma margem de contribuição de 43%.
Com 300 vendas no mês, a margem de contribuição soma R$ 15.480. Os custos fixos são de R$ 9.000, então o lucro do mês fica em R$ 6.480, uma margem líquida de 18%. O ponto de equilíbrio é de 175 unidades: abaixo disso, o mês fecha no vermelho.
Margem e markup não são a mesma coisa
O markup diz por quanto se multiplica o custo para chegar ao preço; a margem diz quanto do preço sobra. No exemplo, um markup de 2,4 sobre o custo do produto parece deixar 58% do preço (1 − 1 ÷ 2,4), mas, depois dos 12% e dos R$ 4 de embalagem, sobram 43%. Na minha opinião, confundir os dois é um dos erros mais caros na hora de formar preço, porque a conta parece certa. O guia de precificação de serviços mostra por que, passo a passo.
Quando a conta não basta
- Se a margem de contribuição é negativa, cada venda aumenta o prejuízo. O Sebrae lembra que um produto assim só é aceitável numa estratégia promocional consciente, e mesmo assim se outros produtos compensarem a perda.
- Se você vende muitos produtos, a média esconde os que não se pagam. Refaça a conta para os principais.
- Se o seu imposto é do Simples Nacional, use a alíquota efetiva: o DAS (a guia mensal do Simples) do mês dividido pela receita do mês. Ela muda conforme a receita dos 12 meses anteriores (Lei Complementar 123/2006, art. 18).
O resultado é uma estimativa para decidir. Para o resultado contábil da empresa, fale com o seu contador.