Saúde e Longevidade· Check-up e Prevenção
Glicemia: valores de referência da SBD e como ler o exame
Você abriu o laudo, viu "glicose 104" ou "hemoglobina glicada 5,9%" e foi ao Google perguntar se aquilo é normal. Achou uma tabela, depois outra com números diferentes, e ficou sem saber qual vale. Este guia usa uma só régua, a da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), e diz de onde vem cada número.
O instinto diz que glicemia alta é igual a diabetes. A diretriz diz outra coisa. Glicemia é um exame, e diabetes é um diagnóstico que o médico fecha com critérios e confirmação. Um número isolado no laudo é o começo da conversa, não o fim dela.
Glicemia: o que o exame mede e o que é normal
Pelos critérios da SBD, a glicemia de jejum é normal abaixo de 100 mg/dl, está na faixa de pré-diabetes entre 100 e 125 e atinge o critério de diabetes a partir de 126. Os critérios das diretrizes falam em glicose plasmática, a glicose medida no plasma do sangue colhido. Os cortes abaixo vêm da Tabela 1 da SBD, revisada em 09/07/2024.
Ferramenta
Régua dos exames de glicose (Tabela 1 da SBD)
| Exame | Como é feito | Normal | Pré-diabetes | Diabetes | O que pode distorcer |
|---|---|---|---|---|---|
| Glicemia de jejum | Sangue colhido após 8 a 12 horas sem ingestão calórica | abaixo de 100 mg/dl | 100 a 125 mg/dl | 126 mg/dl ou mais | A diretriz diz que sofre interferência de condições agudas e varia mais que a hemoglobina glicada |
| TTGO de 1 hora | Glicose medida 1 hora após 75 g de glicose em água | abaixo de 155 mg/dl | 155 a 208 mg/dl | 209 mg/dl ou mais | Preparo dos dias anteriores (veja abaixo) |
| TTGO de 2 horas | Glicose medida 2 horas após os 75 g | abaixo de 140 mg/dl | 140 a 199 mg/dl | 200 mg/dl ou mais | Preparo dos dias anteriores (veja abaixo) |
| Hemoglobina glicada (HbA1c) | Exame de sangue, resultado em % | abaixo de 5,7% | 5,7% a 6,4% | 6,5% ou mais | Anemias, variantes de hemoglobina, gestação e puerpério, transfusão, doença renal crônica |
| Glicemia ao acaso | Sangue em qualquer hora, sem jejum | sem faixa na tabela | sem faixa na tabela | 200 mg/dl ou mais, só com sintomas típicos de hiperglicemia | Sem sintomas típicos, o valor ao acaso não fecha o diagnóstico |
Infográfico

Ler o infográfico em texto
Jejum, TTGO de 1 e de 2 horas e hemoglobina glicada, em mg/dl e %
Onde cai cada resultado, por exame
| Normal | Pré-diabetes | Diabetes | |
|---|---|---|---|
| Glicemia de jejum | abaixo de 100 mg/dl | 100 a 125 mg/dl | 126 mg/dl ou mais |
| Hemoglobina glicada | abaixo de 5,7% | 5,7% a 6,4% | 6,5% ou mais |
| TTGO de 1 hora | abaixo de 155 mg/dl | 155 a 208 mg/dl | 209 mg/dl ou mais |
| TTGO de 2 horas | abaixo de 140 mg/dl | 140 a 199 mg/dl | 200 mg/dl ou mais |
Fonte: Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, Diagnóstico de diabetes mellitus, Tabela 1 (revisão de 09/07/2024). Uma faixa não é diagnóstico: um exame alterado se repete para confirmar (R1 da SBD) e o diagnóstico é do médico.
Os números do pré-diabetes e do diabetes batem com os da ADA (American Diabetes Association) para glicemia de jejum, TTGO de 2 horas e hemoglobina glicada. A ADA 2026 não traz o TTGO de 1 hora nos critérios de diagnóstico; a SBD o recomenda (R4 e R5), como a IDF. Sem sintomas típicos, o valor ao acaso de 200 não é critério. Com sintomas típicos (a diretriz cita urinar muito, sede intensa e perda de peso sem explicação), 200 ou mais ao acaso leva o quadro ao diagnóstico e é caso de procurar atendimento.
Por isso as tabelas que você acha por aí divergem. Há páginas que dão 70 a 100 como normal em jejum, e a Tabela 1 da SBD não traz esse corte inferior. Outras dão 4,7% a 5,6% para a hemoglobina glicada, e a SBD fala em abaixo de 5,7%. Eu uso a tabela da diretriz porque ela tem autor, data e recomendação numerada.
Este guia trata do exame de sangue de laboratório. Glicemia baixa tem outros valores e é tema à parte. Glicosímetro e sensor, gestação, crianças e diabetes tipo 1 também ficam de fora, e o médico diz o que vale para cada caso.
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Glicemia em jejum: quantas horas e o que atrapalha
Pela SBD, considera-se jejum a cessação de ingesta calórica de 8 a 12 horas. A ADA define jejum como "no caloric intake for at least 8 h", ou seja, no mínimo 8 horas sem ingestão calórica. As duas concordam no piso de 8 horas. Quanto à água, o laboratório dá a instrução do exame que você vai fazer.
A hemoglobina glicada segue outra lógica. Segundo a ADA, ela é um exame sem jejum e que não exige preparo do paciente. A SBD, na tabela de rastreamento, descreve a glicemia e a hemoglobina glicada colhidas na mesma amostra, em jejum de 8 a 12 horas.
Antes do exame
Checklist
- Jejum de 8 a 12 horas, sem ingestão calórica, se o pedido for glicemia de jejum (SBD); a ADA fala em pelo menos 8 horas.
- Água, café e remédios no jejum: pergunte ao laboratório e ao médico. Quem usa remédio que pode causar glicemia baixa deve combinar o jejum com o médico antes.
- Para o TTGO: a SBD pede, nos 3 dias anteriores, pelo menos 150 g de carboidratos por dia.
- Conte ao médico se tem anemia, já fez transfusão, está grávida ou tem doença renal: isso pode distorcer a hemoglobina glicada.
- Leve o laudo anterior, para a comparação ser feita pelo médico.
Curva glicêmica (TTGO): por que a de 1 hora
O TTGO, teste oral de tolerância à glicose, mede a glicose depois que você bebe 75 g de glicose dissolvida em água. A SBD recomenda a versão de 1 hora (R4), que considera superior e mais prática que a de 2 horas. O de 2 horas segue como alternativa.
Os cortes do TTGO de 1 hora são 155 mg/dl (pré-diabetes) e 209 mg/dl (diabetes), segundo a R5. A diretriz cita uma metanálise com 35.551 pessoas, na qual 209 mg/dl no TTGO de 1 hora corresponde a 200 mg/dl no de 2 horas. Quando o TTGO é pedido, quem decide a versão é o médico.
Hemoglobina glicada: o que é e quando engana
A hemoglobina glicada (HbA1c) é um exame de sangue cujo resultado vem em porcentagem. Pela Tabela 1 da SBD, abaixo de 5,7% é normal, de 5,7% a 6,4% é pré-diabetes e 6,5% ou mais atinge o critério de diabetes. A diretriz aponta que ela tem menor variação entre medidas que a glicemia de jejum.
Ela tem limites. O Quadro 3 da SBD lista o que pode afetar a hemoglobina glicada: variantes de hemoglobina, hemoglobinopatias, gestação e puerpério, anemias, transfusões, antirretrovirais, doença renal crônica e eritropoetina recombinante. A diretriz também registra que pessoas afrodescendentes podem ter hemoglobina glicada mais alta do que o esperado para o perfil de glicemia. A ADA diz o mesmo em outras palavras: ela pode não ser adequada em quem tem anemia, e alguns ensaios sofrem efeito de variantes de hemoglobina.
Se você está em alguma dessas situações, o exame ainda tem valor, mas o médico precisa saber para escolher e ler o resultado.
Um exame alterado já é diabetes?
Não. A R1 da SBD diz que, se somente um exame estiver alterado, ele deve ser repetido para confirmação. A R3 fecha o diagnóstico quando glicemia de jejum de 126 ou mais e hemoglobina glicada de 6,5% ou mais aparecem juntas, ao mesmo tempo. E a R14 manda reavaliar em 6 meses quem tem só um critério para diabetes, sem outros exames alterados.
A ADA tem uma regra parecida, mas não igual: a confirmação pode vir de dois resultados alterados medidos no mesmo momento ou em momentos diferentes, e, se dois testes discordam, repete-se o que está acima do corte. Eu não misturo as duas. Cada regra vale com a sua fonte, e quem aplica ao seu caso é o médico.
Exemplo: dois laudos fictícios
Exemplo com números
Dois laudos fictícios lidos na régua
São laudos de pessoas fictícias, com números redondos, só para mostrar como se lê a tabela. Não são interpretação de nenhum laudo real.
| Laudo | Glicemia de jejum | Hemoglobina glicada |
|---|---|---|
| A | 104 mg/dl | 5,9% |
| B | 128 mg/dl | 5,4% |
Laudo A. Jejum 104 está entre 100 e 125, e 5,9% está entre 5,7% e 6,4%. Os dois valores caem na faixa de pré-diabetes da Tabela 1. Nenhum chega ao corte de diabetes (126 e 6,5%). Faixa de pré-diabetes não é diagnóstico: a conversa seguinte é com o médico, e a R13 da SBD pede repetir o exame em 12 meses para quem tem pré-diabetes.
Laudo B. Jejum 128 passa de 126, que é critério de diabetes. Mas a hemoglobina glicada de 5,4% está abaixo de 5,7%, na faixa normal. Só um critério está alterado. A R1 manda repetir esse exame para confirmar, e a R14 fala em reavaliar em 6 meses quando há um único critério. O diagnóstico não sai no mesmo dia, com um número só.
Em ambos os casos, o laudo vai para o médico, que interpreta o resultado junto com histórico, sintomas e outros exames.
Números de exemplo fictício. Troque pelos seus.
Infográfico

Ler o infográfico em texto
Os mesmos dois exames lidos na régua da SBD levam a caminhos diferentes
Dois laudos fictícios lidos na régua
Laudo A (Pré-diabetes nos dois exames)
- Glicemia de jejum: 104 mg/dl
- Hemoglobina glicada: 5,9%
- 12 meses: para repetir o exame (R13 da SBD)
Laudo B (Só um critério de diabetes)
- Glicemia de jejum: 128 mg/dl
- Hemoglobina glicada: 5,4%
- 6 meses: repetir (R1); reavaliar em 6 meses (R14)
Fonte: Diretriz Oficial da SBD, Diagnóstico de diabetes mellitus: Tabela 1 e recomendações R1, R13 e R14. Laudos de pessoas fictícias, com números redondos. Não interpretam nenhum laudo real: quem interpreta é o médico.
De quanto em quanto tempo repetir o exame
A SBD recomenda rastrear o diabetes tipo 2 em todos os adultos a partir de 35 anos (R6). Também entram adultos mais jovens com sobrepeso ou obesidade e pelo menos um fator de risco adicional, ou com risco alto no FINDRISC, um questionário de risco que o médico pode usar.
O Quadro 2 da SBD lista como fatores de risco: parente de primeiro grau com diabetes tipo 2, doença cardiovascular, hipertensão, HDL abaixo de 35 mg/dl, triglicerídeos acima de 250 mg/dl, síndrome dos ovários policísticos, acantose nigricans, sedentarismo, pré-diabetes anterior e diabetes gestacional anterior ou bebê grande para a idade gestacional.
Ferramenta
Quando repetir, segundo a Tabela 3 da SBD
| Situação | Quando repetir |
|---|---|
| Exames normais e menos de 3 fatores de risco, ou FINDRISC baixo a moderado | A cada 3 anos (R11) |
| Exames normais e 3 ou mais fatores de risco, ou FINDRISC alto a muito alto | Em 12 meses (R12) |
| Pré-diabetes | Em 12 meses (R13) |
| Só um exame com critério de diabetes, sem outros alterados | Em 6 meses (R14) |
Eu não digo em que linha você está. Quem escolhe a linha é o médico, com o seu histórico. A R10 também avisa o outro lado: quem tem jejum abaixo de 100, hemoglobina glicada abaixo de 5,7%, menos de 3 fatores e FINDRISC baixo a moderado não precisa de testes adicionais. Exame demais também é um erro.
Mão na massa · 30 minutos
Seu registro em 10 minutos
- Minutos 0 a 5: junte o último laudo e anote a data, o exame e o valor, e a faixa em que ele cai na régua do começo deste guia.
- Minutos 5 a 10: escreva as perguntas para a consulta: "em que linha da tabela de intervalos eu estou?" e "devo repetir este exame e quando?".
- Pronto quando: você tem uma folha com data, valor, faixa e duas perguntas, para levar ao médico.
Resistência à insulina e prevenção: o que a fonte sustenta
A ADA descreve a resistência à insulina como "decreased biological responses to insulin", em tradução livre, resposta biológica reduzida à insulina. Ela aparece como parte do mecanismo do diabetes tipo 2. A diretriz da SBD não propõe exame para medir resistência à insulina, e este guia também não indica nenhum. Resistência à insulina e diabetes não são sinônimos, e o diagnóstico de diabetes segue os critérios da régua acima.
Sobre prevenção, o que a SBD sustenta é que rastrear identifica quem pode se beneficiar de estratégias de prevenção, como modificações do estilo de vida. Os números de efeito vêm da ADA (seção 3 dos Standards of Care 2026), de estudos com pessoas de alto risco:
- Diabetes Prevention Program (DPP): a intervenção de estilo de vida reduziu o risco de diabetes tipo 2 em 58% ao longo de 3 anos, em pessoas de alto risco com tolerância à glicose diminuída, glicemia de jejum elevada e IMC elevado. A meta de atividade era de 150 minutos de atividade moderada por semana.
- Estudo finlandês (Finnish DPS): redução de 43% em 7 anos.
- Estudo Da Qing: redução de 39% em 30 anos, em pessoas com tolerância à glicose diminuída.
- Perda de peso: uma análise sugeriu maior benefício com perda de pelo menos 7% a 10% do peso.
Esses números são de ensaios com pessoas de alto risco, em programas organizados, em períodos diferentes. Não valem como promessa para quem tem glicemia normal, e a fonte não garante que o pré-diabetes "reverte".
A ADA diz também que a resistência à insulina pode melhorar com perda de peso, mas este guia não é plano de emagrecimento nem de dieta. O que cabe a você é perguntar ao médico se um programa de prevenção faz sentido no seu caso. Para jejum como estratégia, veja o guia de jejum intermitente, que traz o alerta de segurança.
Quando procurar o médico
Procure o médico para qualquer dúvida sobre o laudo. O exame alterado precisa de confirmação e de contexto, que este guia não tem. E se há sintomas típicos de hiperglicemia, como urinar muito, sede intensa e perda de peso sem explicação, junto com glicemia ao acaso de 200 mg/dl ou mais, o caso é de atendimento médico sem esperar.
O guia não trata de remédio nem de como baixar a glicemia, e nada aqui autoriza mudar ou parar o que o médico indicou. O que dá para fazer hoje é saber o seu número, a data do último exame e a pergunta certa: "a que intervalo eu repito?". Um número de glicemia é uma pergunta para o médico, não uma resposta.
Um número de glicemia é uma pergunta para o médico, não uma resposta.
Padrão Consylion de aconselhamento
Como usar este conselho
- De onde vem
- Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, Diagnóstico de diabetes mellitus (Edição 2026, última revisão em 09/07/2024), e as seções 2 e 3 dos Standards of Care in Diabetes-2026 da American Diabetes Association (ADA). As 5 fontes estão listadas no fim do artigo.
- Quando se aplica
- Adulto que recebeu um laudo com glicose, TTGO ou hemoglobina glicada e quer entender as faixas antes de falar com o médico.
- Quem quer saber a que intervalo o exame costuma se repetir e levar essa pergunta à consulta.
- Limites
- Não diagnostica e não interpreta o laudo de ninguém: o diagnóstico de diabetes é do médico, com confirmação. Os laudos do texto são fictícios.
- As faixas valem para o exame de sangue de laboratório em adultos. Gestantes, crianças e diabetes tipo 1 têm critérios próprios, e a conversa é com o médico.
- Este guia não trata de remédio, de glicemia baixa, de glicosímetro ou sensor, nem de como baixar a glicemia, e nada aqui autoriza mudar o que o médico indicou.
- Glicemia ao acaso de 200 mg/dl ou mais com sintomas típicos de hiperglicemia é caso de atendimento médico.
- Na prática
- Levar o laudo e a data do último exame à consulta e perguntar a que intervalo repetir.
- Como medir o resultado
- O exame que o médico pedir, no intervalo que ele definir (3 anos, 12 meses ou 6 meses, conforme a Tabela 3 da SBD).
- Um registro seu: data de cada exame, valor e o intervalo combinado com o médico.
- Quando revisar
- Nova edição ou revisão da Diretriz da SBD, ou nova edição dos Standards of Care da ADA.
- Mudança nas Tabelas 1 ou 3 ou no quadro de fatores de risco.
- No mínimo uma vez por ano.
Última revisão em .
Próximo passo
Pressão alta: valores da diretriz de 2025 e como medir
Pressão alta: a partir de quanto é, o que mudou na Diretriz Brasileira de 2025, como medir do jeito certo e o que a evidência diz sobre prevenir.
Ler o próximo →Perguntas frequentes
- Glicose de 110 é diabetes?
- Pela Tabela 1 da SBD, 110 mg/dl em jejum está na faixa de 100 a 125, a de pré-diabetes, e abaixo de 126, o corte de diabetes. A faixa não é diagnóstico: a diretriz pede que um exame alterado seja repetido para confirmação. Leve o laudo ao médico, que interpreta o resultado junto com o seu histórico.
- Glicemia de glicosímetro ou sensor serve como diagnóstico?
- Este guia trata do exame de sangue de laboratório. A diretriz usada aqui não aborda glicemia capilar, glicosímetro nem sensor, então não dá para dizer o que um valor desses significa. O médico explica como usar esses aparelhos e quais valores observar. Os critérios acima são os da diretriz para o exame de laboratório.
- Quem precisa fazer o exame de glicemia?
- A SBD recomenda rastrear o diabetes tipo 2 em todos os adultos a partir de 35 anos. Adultos mais jovens com sobrepeso ou obesidade e pelo menos um fator de risco adicional também entram. A ADA traz a mesma idade de início, 35 anos. Quem escolhe o exame e o intervalo é o médico.
- Posso comer antes da hemoglobina glicada?
- Segundo a ADA, a hemoglobina glicada é um exame sem jejum e sem preparo do paciente. A SBD descreve a glicemia e a hemoglobina glicada colhidas juntas, na mesma amostra, após jejum de 8 a 12 horas. Se o pedido inclui a glicemia de jejum, siga a instrução do laboratório.
- Como baixar a glicemia?
- Este guia não trata de como baixar a glicemia: isso depende do caso e é conduta do médico, que pode envolver remédio, e nada aqui autoriza mudar o que ele indicou. O que a diretriz sustenta é a parte de saber o número, confirmar e repetir no intervalo certo. Leve o laudo e a pergunta à consulta.
Quem escreveu
Fundador da Consylion e criador do Protocolo Consylion™
Li mais de 2.000 livros de negócios e reuni nos manuais da Consylion os métodos que uma pequena empresa consegue aplicar. Aqui, escrevo o passo a passo para você usar no seu negócio, com exemplos e a fonte de cada número.
Como produzimos este conteúdo
A pauta parte das dúvidas reais de quem toca uma pequena empresa e dos métodos dos manuais Consylion. O texto é escrito com apoio de inteligência artificial e segue o padrão editorial da Consylion: cada número, regra e citação vem de uma fonte confiável (órgãos públicos, normas, leis e pesquisas com metodologia publicada), aberta e conferida, e está listada no fim do artigo; o que não pode ser verificado não entra. Os exemplos com números são ilustrativos e estão identificados como tal. Neste tema, o ponto de partida é sempre uma fonte validada (diretriz, revisão sistemática, norma ou dado oficial), traduzida para a prática, com a recomendação de procurar o profissional antes de qualquer decisão individual. Quando surgem dados melhores ou as regras mudam, o artigo é revisado. Última revisão em . Leia a política editorial completa.
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Fontes citadas
- 01 Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. Diagnóstico de diabetes mellitus (Edição 2026, última revisão em 09/07/2024; consulta em 01/11/2026)
- 02 ADA. Standards of Care in Diabetes-2026, seção 2: Diagnosis and Classification of Diabetes. Diabetes Care 2026;49(Suppl 1):S27-S49 (DOI)
- 03 ADA. Standards of Care in Diabetes-2026, seção 2, texto completo no PMC (PMC12690183)
- 04 ADA. Standards of Care in Diabetes-2026, seção 3: Prevention or Delay of Diabetes and Associated Comorbidities. Diabetes Care 2026;49(Suppl 1):S50-S60 (DOI)
- 05 ADA. Standards of Care in Diabetes-2026, seção 3, texto completo no PMC (PMC12690170)
