Consylion

Operação e Produto· Organizar a operação

Controle de estoque: como fazer na pequena empresa

"Eu acho que ainda tem uns dez na prateleira, deixa eu ver." Se essa frase é sua, o instinto costuma dizer que o problema é falta de organização e que a solução é um sistema. Eu discordo: o problema é que ninguém lança toda entrada e toda saída, e ninguém confere a prateleira com o saldo. Sistema nenhum acerta o que ninguém lançou.

Aqui eu mostro a ficha, a conta e a contagem, e a planilha cabe no texto, sem cadastro. Se você ainda decide de quem comprar, comece pelo guia de supply chain.

Controle de estoque: o que é e para que serve

Controle de estoque é o registro de tudo o que entra e sai da prateleira, conferido por contagem física. Essa é a definição que eu uso, e tem duas metades: o registro diz quanto deveria haver, a contagem diz quanto há.

Eu penso na ficha de cada item como a conta corrente dele: entrou, saiu, saldo. A contagem é o extrato conferido.

Isso importa porque estoque é dinheiro guardado em mercadoria, e a falta dele tem nome: ruptura, a impossibilidade de atender a demanda por insuficiência de estoque, nas palavras de Fenili em Gestão de Materiais (Enap, 2015), material de almoxarifado público. A lógica das contas vale para o pequeno comércio; os números do exemplo são meus.

Consylion Insights · a carta das 7h10

Uma ideia por dia para aplicar no negócio e na vida. E 5 guias grátis para começar.

Ao se inscrever, você recebe a carta diária, o acesso aos 5 guias e o contato da Consylion por e-mail e WhatsApp. Para sair, basta um clique. Política de privacidade.

Antes de começar: o que reunir

Checklist

  • A lista dos itens. Uma linha por item, com um código curto, o mesmo que vai na prateleira.
  • O último preço pago e o fornecedor. Estão nas notas.
  • Uma contagem inicial. Item por item, sem confiar na memória.
  • O lugar do estoque. Um só para começar.
  • Pronto quando: você tem uma linha por item e o saldo inicial de cada um contado.

Como fazer o controle de estoque, passo a passo

Passo a passo

  1. Cadastre cada item com código e custo.
  2. Conte e anote o saldo inicial.
  3. Lance toda entrada e toda saída, com data e documento.
  4. Calcule o ponto de pedido dos itens A.
  5. Conte de novo e ajuste a diferença.

1. Cadastre os itens

Dê a cada item um código, uma descrição, a unidade e o último custo. Pronto quando cada item tem um código só dele. Armadilha: dois produtos parecidos no mesmo código, como o galão de 5 L e o de 1 L.

2. Conte o saldo inicial

Grave, na primeira linha da ficha, a data, a quantidade contada e o custo. Pronto quando todo item tem saldo e data. Armadilha: partir do número que você acha que tem: a ficha herda o erro.

3. Lance toda entrada e saída

Cada linha leva data, item, quantidade, documento (nota ou pedido) e o saldo depois do lançamento. Entra também o que sai sem venda: quebra, uso interno, brinde. Pronto quando o saldo muda no dia em que a mercadoria se move. Armadilha: lançar só a entrada.

4. Calcule o ponto de pedido

O ponto de pedido é a quantidade que, ao ser atingida, dispara o pedido de compra. Na fórmula de Fenili, PP = (C × TR) + ES: consumo médio por dia, vezes o tempo de reposição, mais o estoque de segurança. Comece pelos itens A, que a curva ABC separa, com o lead time medido. Pronto quando o ponto de pedido está ao lado do saldo. Armadilha: usar o prazo prometido em vez do cumprido.

5. Conte de novo e ajuste

Compare a contagem com o saldo da ficha. Se diferem, procure a causa; sem causa, lance um ajuste com motivo. Pronto quando você sabe a diferença em unidades e em R$. Armadilha: ajustar sem perguntar por que o saldo errou.

Exemplo completo: loja de material de limpeza em Londrina

Imagine a loja de material de limpeza em Londrina dos guias de lead time e de curva ABC, com números fictícios e redondos. O galão de desinfetante de 5 L é vendido a R$ 15 com margem de 30%, o que dá custo de R$ 10,50 (R$ 15 × 0,70). A contagem de 1º de outubro acha 168 galões.

A loja vende 12 por dia, o lead time médio é de 8 dias e o estoque de segurança é de 24: o ponto de pedido é 12 × 8 + 24 = 120 galões. O saldo da tabela é o de abertura do dia, antes das vendas.

Exemplo com números

Loja de material de limpeza em Londrina · ficha do desinfetante 5 L, de 01 a 20/10

Data Movimento Entrada Saída Saldo Valor em estoque Custo médio
01/10 Saldo inicial (contagem) 168 168 R$ 1.764,00 R$ 10,50
01 a 04/10 Vendas, 12 por dia 48 120 R$ 1.260,00 R$ 10,50
05/10 Saldo no ponto de pedido: pede 192 120 R$ 1.260,00 R$ 10,50
05 a 12/10 Vendas, 12 por dia 96 24 R$ 252,00 R$ 10,50
13/10 Chega o pedido, a R$ 11,50 (R$ 2.208,00) 192 216 R$ 2.460,00 R$ 11,3889
13 a 19/10 Vendas, 12 por dia 84 132 R$ 1.503,33 R$ 11,3889
20/10 Contagem: 128 na prateleira, ajuste de 4 4 128 R$ 1.457,78 R$ 11,3889

Números de exemplo fictício. Troque pelos seus.

O saldo cai ao ponto de pedido em 05/10, depois de quatro dias de venda, e a loja pede. O pedido chega em 13/10 com o saldo em 24, o estoque de segurança intacto, que segura a loja se o fornecedor atrasar. A compra veio a R$ 11,50, e o custo médio sobe.

O custo médio é o valor total em estoque dividido pela quantidade. Com 24 galões a R$ 10,50 e 192 a R$ 11,50: (252,00 + 2.208,00) ÷ 216 = 2.460,00 ÷ 216 = R$ 11,3889. As 84 saídas seguintes custam 84 × 11,3889 = R$ 956,67, e o estoque fica em 2.460,00 − 956,67 = R$ 1.503,33, os 132 galões × 11,3889. É a mecânica do exemplo de Fenili (600 a R$ 10 e 300 a R$ 15 dão R$ 11,67).

Meu critério de arredondamento: guardo o custo médio com todas as casas e arredondo só o que mostro. Com o unitário arredondado a R$ 11,39, os 132 galões dariam R$ 1.503,48, quinze centavos a mais. O livro de Fenili arredonda o unitário e escreve R$ 2.334 onde a conta exata dá R$ 2.333,33.

Infográfico

Infográfico da ficha de estoque: custo médio de R$ 11,3889 depois de 192 galões a R$ 11,50 sobre 24 a R$ 10,50, estoque de R$ 1.503,33 após 84 saídas, e os cinco passos da ficha.
Quanto vale o estoque hoje: a conta do custo médioBaixar o infográfico
Ler o infográfico em texto

O desinfetante 5 L da ficha de 01 a 20/10, e os cinco passos para manter a ficha em dia

1 · O custo médio depois da compra

(R$ 252,00 + R$ 2.208,00) ÷ 216 = R$ 11,3889

  • R$ 252,00: 24 galões a R$ 10,50
  • + R$ 2.208,00: 192 galões a R$ 11,50
  • ÷ 216: galões em estoque
  • = R$ 11,3889: custo médio do galão

Guarde o custo médio com todas as casas e arredonde só o que mostra.

2 · O estoque depois de 84 saídas

R$ 2.460,00 − R$ 956,67 = R$ 1.503,33

  • R$ 2.460,00: valor em estoque (216 galões)
  • − R$ 956,67: 84 galões × R$ 11,3889
  • = R$ 1.503,33: 132 galões em estoque
  1. Cadastre: Cada item com código e custo.
  2. Conte: Anote o saldo inicial.
  3. Lance: Toda entrada e toda saída, com data e documento.
  4. Calcule: O ponto de pedido dos itens A: 12 × 8 + 24 = 120 galões.
  5. Conte de novo: Ajuste a diferença, com motivo.

Fonte: Fenili, Gestão de Materiais (Enap, 2015), custo médio e ponto de pedido; guia de lead time da Consylion. Exemplo fictício, com números redondos: loja de material de limpeza em Londrina. Troque pelos seus.

Custo médio ou PEPS: qual valor lançar na saída

No custo médio, a saída vale a média do valor dos itens em estoque. No PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair), vale o preço dos itens mais antigos; no UEPS, o dos mais recentes (definições de Fenili). Veja a mesma saída de 84 galões nos dois primeiros métodos:

Método Custo da saída de 84 galões Estoque restante (132 galões)
Custo médio 84 × 11,3889 = R$ 956,67 R$ 1.503,33
PEPS 24 × 10,50 + 60 × 11,50 = R$ 942,00 132 × 11,50 = R$ 1.518,00

A diferença é de R$ 14,67: no PEPS a saída leva o lote barato primeiro, e o estoque que sobra fica mais caro. O critério que eu uso: custo médio para a ficha em planilha, porque o custo só se recalcula quando entra compra nova; PEPS quando o item tem validade, caso em que Fenili lembra ainda do FEFO, o que vence primeiro sai primeiro.

O CPC 16 (R1), norma contábil, trata do PEPS e do custo médio ponderado (item 25) e admite calcular a média "à medida que cada lote seja recebido", como a ficha faz. Se ela vale para a sua empresa depende do enquadramento.

No lucro real, o Decreto 9.580/2018 (art. 307) diz que o valor dos bens no fim do período "poderá ser o custo médio ou o custo dos bens adquiridos ou produzidos mais recentemente". Este guia não trata de apuração de imposto: se você é MEI, do Simples Nacional ou do lucro presumido, pergunte ao contador que método e registro valem para você.

Contagem do estoque: quando contar e o que fazer com a diferença

O inventário físico é o levantamento e a contagem dos itens, para ajustar os saldos registrados ao saldo físico real, segundo Fenili. Ele descreve dois modos: o rotativo, contínuo e seletivo, sem parar as atividades, e o periódico, que conta todos os itens em certos períodos.

Para uma loja pequena, eu prefiro o rotativo, contando mais o que pesa mais. Pereira et al. (2020) usaram a curva ABC: em 12 semanas, itens A contados 4 vezes, B duas e C uma, o plano 4-2-1 do guia de curva ABC. A acurácia do estoque, o quanto o registro bate com a prateleira, foi de 64,22% para 97,59% em três meses. É um caso único, com 44 itens: serve de ideia, não de promessa.

No exemplo, a contagem de 20/10 acha 128 galões, e a ficha mostra 132. A divergência é de 4 galões: 3,03% do saldo (4 ÷ 132), ou R$ 45,56 ao custo médio (4 × 11,3889). O estoque que vale é o contado: 128 × 11,3889 = R$ 1.457,78. Pelos valores exatos, R$ 1.503,3333 menos R$ 45,5556 dá R$ 1.457,7778; se você subtrair os valores já arredondados, sobra um centavo de diferença, que vem só do arredondamento.

Infográfico

Infográfico que compara o saldo da ficha, 132 galões e R$ 1.503,33, com a contagem física, 128 galões e R$ 1.457,78: divergência de 4 galões, 3,03% do saldo, ou R$ 45,56.
O saldo da ficha bate com a prateleira?Baixar o infográfico
Ler o infográfico em texto

A contagem de 20/10 do desinfetante 5 L: 4 galões a menos, R$ 45,56 ao custo médio

Saldo da ficha × contagem física, em 20/10

Saldo da ficha (O que deveria haver)

  • Galões: 132
  • Valor ao custo médio: R$ 1.503,33
  • 132: galões × R$ 11,3889

Contagem física (O que há na prateleira)

  • Galões: 128
  • Valor ao custo médio: R$ 1.457,78
  • R$ 45,56: 4 galões a menos, 3,03% do saldo

Fonte: Cálculo do exemplo do artigo; inventário físico segundo Fenili, Gestão de Materiais (Enap, 2015). Exemplo fictício: loja de material de limpeza em Londrina. Valores arredondados na exibição; pelos valores exatos, 1.503,3333 − 45,5556 = 1.457,7778.

O caminho é recontar, procurar a causa (venda sem lançamento, quebra, código parecido) e só então lançar o ajuste de 4 na saída, com motivo e responsável.

Planilha de controle de estoque: o modelo pronto

A planilha tem três abas e duas funções: SOMASE, que soma os valores que atendem a um critério, e SE, que escolhe um resultado conforme um teste. A sintaxe é a da ajuda da Microsoft para SOMASE e SE; a montagem é minha.

Modelo pronto para copiar

Controle de estoque em planilha, sem cadastro

Aba 1, Itens (cabeçalho na linha 1, um item por linha):

Coluna Conteúdo Fórmula na linha 2
A Código (texto)
B Descrição (texto)
C Classe ABC (A, B ou C)
D Custo médio (atualize a cada compra)
E Estoque de segurança (número)
F Consumo médio por dia (número)
G Lead time, em dias (número)
H Ponto de pedido =F2*G2+E2
I Saldo =SOMASE(Movimento!B:B;A2;Movimento!D:D)-SOMASE(Movimento!B:B;A2;Movimento!E:E)
J Alerta =SE(I2<=H2;"Pedir";"OK")

Aba 2, Movimento (uma linha por lançamento): A data, B código do item, C tipo (entrada, saída ou ajuste), D quantidade que entra, E quantidade que sai, F custo unitário, G documento (nota ou pedido; no ajuste, o motivo) e H saldo depois do lançamento: =SOMASE($B$2:B2;B2;$D$2:D2)-SOMASE($B$2:B2;B2;$E$2:E2).

Aba 3, Contagem: A código do item, B saldo do sistema (a coluna I da aba Itens), C contagem física, D diferença =C2-B2, E valor da diferença =D2*Itens!D2 (itens na mesma ordem da aba 1), F motivo e G responsável.

O custo médio novo, depois de uma compra, é (valor em estoque + valor da compra) ÷ (saldo + quantidade comprada).

Ajuste de falta vai na coluna E; sobra, na D, com o motivo na G. No Google Planilhas as mesmas fórmulas servem. Se a sua planilha recusar a fórmula, troque os pontos e vírgulas por vírgulas, ou o contrário.

Planilha, aplicativo ou sistema: quando trocar

O critério que eu uso são três perguntas, com limites que são regra de bolso minha, sem pesquisa por trás:

  1. Quantos itens ativos? Mais de 200, a planilha fica difícil de conferir.
  2. Quantos lançamentos por dia? Mais de 30. A um minuto por lançamento, são 30 minutos por dia fora do atendimento.
  3. Quantos lugares ou canais usam o mesmo estoque? Mais de um: loja e venda online, ou dois depósitos, pedem um saldo só.

Duas respostas acima do limite, eu troco; uma só, eu ajusto a planilha. Em vez do "melhor app", procuro o que importa o seu cadastro, aceita ajuste com motivo e exporta tudo. Na troca, leve cadastro, saldo inicial contado e histórico.

Erros comuns no controle de estoque

  1. Lançar só a entrada. A saída por quebra ou uso interno some, e o saldo mente para cima.
  2. Não contar. Sem contagem, o erro cresce em silêncio.
  3. Misturar itens parecidos no mesmo código. O que sobra esconde a falta do que acabou.
  4. Calcular o ponto de pedido com o prazo prometido. Use a média dos pedidos reais.
  5. Tratar a planilha como verdade. Ela guarda o que você lançou, não a prateleira. Acompanhe as rupturas do mês e a diferença de contagem em R$.

Exercício de 30 minutos: a ficha do seu item mais vendido

Mão na massa · 30 minutos

A ficha do seu item mais vendido

  • Minutos 0 a 10: escolha o item que mais vende, conte quanto há na prateleira e anote data, saldo e último custo.
  • Minutos 10 a 20: lance as últimas entradas e saídas, com a nota ou o pedido ao lado, e confira o saldo.
  • Minutos 20 a 30: estime consumo por dia, lead time e estoque de segurança, e calcule o ponto de pedido.
  • Pronto quando: você tem uma ficha com o saldo inicial, três lançamentos e o ponto de pedido ao lado.

Hoje, escolha o item que mais vende. Conte quanto tem na prateleira, anote como saldo inicial e lance, a partir de agora, cada entrada e cada saída dele. Quando a ficha não bastar, o Manual de Compras e Estoque da Consylion traz a planilha pronta.

Para levar
Estoque que não é anotado é só um palpite guardado na prateleira.

Padrão Consylion de aconselhamento

Como usar este conselho

De onde vem
Registro de entradas e saídas com saldo, valorização pelo custo médio e contagem física conforme Gestão de Materiais (Enap, 2015), plano de contagem por classe ABC de pesquisa acadêmica brasileira (Pereira et al., 2020) e ponto de pedido do guia de lead time; o exemplo é de uma revenda fictícia e o critério de quando trocar a planilha é regra de bolso da Consylion. As 8 fontes estão listadas no fim do artigo.
Quando se aplica
  • Comércio ou revenda com 1 a 9 pessoas, com dezenas de itens e um ou dois locais de estoque.
  • Quem controla o estoque de cabeça ou no caderno e quer uma ficha que possa conferir com a prateleira.
  • Quem quer uma planilha sem cadastro e sem sistema para começar.
Limites
  • O exemplo é fictício e usa números redondos: os seus custos, prazos e consumo mandam.
  • O guia não trata de apuração de imposto sobre estoque nem de nota fiscal: essas regras pedem o contador e as fontes oficiais.
  • A fonte de custo médio e inventário é de almoxarifado público: a lógica vale para o pequeno comércio, o escopo não é o mesmo.
  • Item perecível, com lote e validade, ou com muitos locais de estoque pede controle mais forte do que uma planilha.
Na prática
Uma planilha ou um caderno, a lista dos itens, a última nota de compra de cada um e 30 minutos para montar a ficha do item que mais vende.
Como medir o resultado
  • Saldo da ficha igual à contagem física, pelo menos nos itens A, em 1 mês.
  • Quantos pedidos foram disparados pelo ponto de pedido e não pela falta do produto, em 1 mês.
  • Diferença de contagem em R$ por mês, caindo a cada contagem.
Quando revisar
  • Você trocar de fornecedor principal, ou mudar preço ou lead time.
  • Mudar a norma de avaliação de estoque (Decreto 9.580/2018 ou CPC 16) citada no texto.
  • A planilha passar a ter movimentações demais para ser lançada em dia.

Última revisão em .

Ver todos os manuais de operação e produto na loja →

Próximo passo

Curva ABC: como fazer para estoque e clientes

Curva ABC passo a passo: como calcular as classes A, B e C, com exemplo de 12 itens, fórmula do Excel e o que fazer com cada classe, em estoque e clientes.

Ler o próximo →

Perguntas frequentes

Controle de estoque no caderno funciona?
Funciona para poucos itens e poucas movimentações, com as mesmas colunas da planilha: data, entrada, saída, saldo. O critério é o volume, não o suporte. Quando o caderno atrasa o atendimento ou o saldo já não bate com a prateleira, é hora de passar para a planilha.
Como lançar uma perda, quebra ou devolução?
Como movimento da ficha, com motivo: quebra e perda saem como ajuste na coluna de saída, e a devolução do cliente entra como ajuste na coluna de entrada. É o critério que eu uso para o saldo bater com a prateleira. A dedução fiscal de perda é outro assunto: no lucro real, o Decreto 9.580/2018 (art. 303) exige laudo ou certificado para a perda por deterioração, obsolescência ou risco não coberto por seguro; o contador diz o que vale para o seu caso.
Estoque mínimo e estoque de segurança são a mesma coisa?
Na fonte que uso, sim: Fenili escreve "estoque mínimo ou de segurança" para a quantidade extra mantida para cobrir imprevistos, como atraso na reposição e aumento do consumo. Em condições normais ela não é usada. No exemplo do guia, são 24 galões.
Edson Oliveira

Quem escreveu

Edson Oliveira

Fundador da Consylion e criador do Protocolo Consylion™

Li mais de 2.000 livros de negócios e reuni nos manuais da Consylion os métodos que uma pequena empresa consegue aplicar. Aqui, escrevo o passo a passo para você usar no seu negócio, com exemplos e a fonte de cada número.

Como produzimos este conteúdo

A pauta parte das dúvidas reais de quem toca uma pequena empresa e dos métodos dos manuais Consylion. O texto é escrito com apoio de inteligência artificial e segue o padrão editorial da Consylion: cada número, regra e citação vem de uma fonte confiável (órgãos públicos, normas, leis e pesquisas com metodologia publicada), aberta e conferida, e está listada no fim do artigo; o que não pode ser verificado não entra. Os exemplos com números são ilustrativos e estão identificados como tal. Quando surgem dados melhores ou as regras mudam, o artigo é revisado. Última revisão em . Leia a política editorial completa.

Compartilhe com quem precisa

WhatsAppLinkedIn

Continue lendo

Próximos artigos para você

Fontes citadas

  1. 01 Fenili, R. R. Gestão de Materiais. Brasília: Enap, 2015 (Enap Didáticos, nº 1), pp. 49-50: ponto de pedido, estoque mínimo ou de segurança e ruptura
  2. 02 Fenili, R. R. Gestão de Materiais (Enap, 2015), item 7, pp. 71-73: custo médio (Tabela 15), PEPS e UEPS
  3. 03 Fenili, R. R. Gestão de Materiais (Enap, 2015), pp. 147-148: inventário físico, rotativo e periódico
  4. 04 Pereira, L. C. et al. Aplicação da curva ABC e seu efeito na acuracidade do estoque em uma empresa de revenda de kit de embreagem na Zona da Mata Mineira. BJPE, v. 6, n. 7, 2020
  5. 05 CPC 16 (R1) Estoques, itens 25 e 27 (Comitê de Pronunciamentos Contábeis)
  6. 06 Decreto nº 9.580/2018 (Regulamento do Imposto de Renda), arts. 303 e 307, texto atualizado, Câmara dos Deputados
  7. 07 Microsoft, ajuda do Excel: função SOMASE
  8. 08 Microsoft, ajuda do Excel: função SE