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Fluxograma de processo: como fazer, com exemplo e modelo

"Se eu não estiver aqui, ninguém sabe o que fazer." Se você já pensou isso olhando para a equipe, o problema raramente é a equipe. O processo mora na sua cabeça, e quem não está na sua cabeça pergunta. O fluxograma é a forma mais barata de tirar o processo de lá, e o resto deste texto mostra como fazer isso em uma página.

Ele faz parte da gestão de projetos e processos da pequena empresa: o projeto cria algo novo uma vez, o processo repete todo dia, e o repetido merece um desenho.

O que é um fluxograma e para que serve

Fluxograma é o desenho de um processo em passos ligados por setas, com símbolos que dizem se cada passo é um começo, uma ação, uma decisão ou um fim. Serve para que a equipe veja o caminho inteiro e saiba o que fazer em cada bifurcação, sem perguntar ao dono.

Uso três palavras de um jeito próprio, como critério da Consylion, e vale separá-las:

  • Mapeamento de processos é levantar como o trabalho acontece hoje: conversar, observar, anotar.
  • Fluxograma é o desenho do que o mapeamento achou, em uma página.
  • POP (procedimento operacional padrão) é a instrução de como executar uma tarefa, com o detalhe que não cabe no desenho.

Neste texto fica só o desenho. Se a sua dúvida é como levantar o processo ou como escrever a instrução, são outras etapas.

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Quais são os símbolos do fluxograma

Quatro símbolos bastam para a pequena empresa. Eles são uma convenção usada na prática, e o próprio Sebrae-SP, em material sobre organização de processos, avisa que "não existe uma norma obrigatória sobre os símbolos utilizados". Não precisa decorar tabela de dezenas de formas.

Símbolo Forma O que significa Como escrever
Início e fim Oval Onde o processo começa e termina "Chega o pedido" / "Pedido aprovado"
Ação Retângulo Algo que alguém faz Verbo e objeto: "Monta o orçamento"
Decisão Losango Uma pergunta com saída sim ou não "O cliente enviou as medidas?"
Seta Seta A ordem e o caminho Uma seta por saída

Do Sebrae-SP vem também a definição da decisão: os pontos de decisão "indicam caminhos alternativos que podem ser seguidos (ou não) em cada etapa". Eu uso sempre duas saídas, sim e não, para o desenho ficar simples.

Como fazer um fluxograma de processo, passo a passo

Para desenhar o fluxograma de um processo, siga seis passos, do processo escolhido ao teste com quem executa.

Passo a passo

  1. Escolha um processo, só um.
  2. Defina onde ele começa e onde termina.
  3. Liste os passos na ordem em que acontecem de verdade.
  4. Marque cada decisão como uma pergunta de sim ou não.
  5. Desenhe tudo em uma página.
  6. Teste com quem executa.

1. Escolha um processo. Comece pelo que mais te interrompe: o orçamento, a reclamação, o pedido. Pronto quando você consegue dizer o nome do processo em cinco palavras.

2. Defina início e fim. O início é o fato que dispara o processo, como a mensagem do cliente. O fim é o resultado, como o pedido aprovado. Pronto quando outra pessoa sabe quando o processo acabou.

3. Liste os passos como rodam hoje. Escreva em verbo e objeto, de preferência com quem executa a tarefa ao seu lado. A armadilha mais comum é desenhar o processo como ele deveria ser. O Sebrae-SP é direto: "não construir como você gostaria que ele fosse, mas como realmente é". Pronto quando cada passo tem um responsável.

4. Marque as decisões. Todo "depende" vira um losango com uma pergunta e uma regra escrita: "o valor passa de R$ 8.000?" funciona; "se for grande" não. Pronto quando nenhuma decisão depende da sua opinião do momento.

5. Desenhe em uma página. O critério que eu uso é de 6 a 12 passos; acima disso, quebre em dois processos. Pronto quando cabe em uma folha e dá para seguir as setas com o dedo.

6. Teste com quem executa. Entregue o desenho a alguém da equipe e peça para seguir sem te perguntar nada. Cada pergunta que surgir mostra um passo faltando ou uma decisão sem regra.

Infográfico

Infográfico com os 6 passos do fluxograma: escolher o processo, definir início e fim, listar os passos como rodam, marcar as decisões, desenhar em uma página e testar com quem executa.
Como desenhar um fluxograma de processo em 6 passosBaixar o infográfico
Ler o infográfico em texto

Do processo escolhido ao teste com quem executa

  1. Escolha um processo: Só um: o que mais te interrompe.
  2. Defina início e fim: O fato que dispara e o resultado que encerra.
  3. Liste como roda hoje: Verbo e objeto, com quem executa. Não como deveria ser.
  4. Marque as decisões: Cada uma é uma pergunta de sim ou não, com regra escrita.
  5. Desenhe em uma página: De 6 a 12 passos; acima disso, dois processos.
  6. Teste com quem executa: Pronto quando alguém segue sem te perguntar nada.

Fonte: Critério da Consylion (Manual de Processos); desenhar o fluxo como realmente é: Sebrae-SP. De 6 a 12 passos por página é critério do autor, não uma norma.

Exemplo completo: pedido de orçamento de uma marcenaria em Joinville

A marcenaria é fictícia e os números são redondos, para a conta ficar clara. Tem o dono, que faz os móveis e as visitas, e uma atendente. Hoje tudo passa pelo dono: ele responde os clientes entre uma obra e outra, em média em 2 dias, visita todos os pedidos e só depois monta o orçamento. Chegam 20 pedidos por mês.

O fluxograma novo, do pedido ao aprovado, tem oito passos e duas decisões:

Exemplo com números

Marcenaria · fluxograma do pedido de orçamento

  1. Início: chega o pedido de orçamento pelo WhatsApp.
  2. Atendente responde e registra o pedido na ficha, em até 2 horas úteis.
  3. Decisão 1: o cliente enviou as medidas e as fotos do ambiente? Se não, a atendente pede e o fluxo volta aqui quando chegarem (sem resposta em 3 dias, o pedido é encerrado). Se sim, segue.
  4. Atendente monta o orçamento com a tabela de preços, em 1 dia.
  5. Decisão 2: o valor passa de R$ 8.000? Se sim, vai ao passo 6. Se não, pula para o passo 7.
  6. Dono faz a visita, confere as medidas e ajusta o valor, em até 3 dias.
  7. Atendente envia o orçamento ao cliente e combina o retorno em 2 dias.
  8. Fim: o cliente aprova, a atendente registra o pedido e passa ao dono.

Números de exemplo fictício. Troque pelos seus.

O dono saiu do meio do caminho e ficou só no ponto em que a presença dele muda o resultado, a obra grande. A atendente decide sozinha porque as duas decisões têm regra escrita (medidas e fotos enviadas; limite de R$ 8.000), não porque ganhou mais poder.

A conta, em dias úteis, de um pedido até o orçamento ficar pronto, supondo que o cliente já mandou as medidas:

  • Antes: 2 dias para responder + 3 da visita + 1 para montar o orçamento = 6 dias por pedido, com 20 visitas por mês.
  • Depois, pedido até R$ 8.000: 2 horas úteis (um quarto de dia, num dia de 8 horas) + 1 dia = 1,25 dia.
  • Depois, pedido acima de R$ 8.000: 0,25 + 1 + 3 da visita = 4,25 dias.

Suponha que 14 dos 20 pedidos fiquem abaixo do limite e 6 acima. A média é (14 × 1,25 + 6 × 4,25) ÷ 20 = 43 ÷ 20 = 2,15 dias. São 3,85 dias a menos por orçamento, e as visitas caem de 20 para 6 por mês. Esses números são ilustrativos: no seu negócio, meça os seus.

Infográfico

Infográfico do pedido de orçamento de uma marcenaria fictícia: 7 etapas com 2 decisões e a comparação entre antes, com 6 dias por orçamento e 20 visitas, e depois, com 2,15 dias e 6 visitas.
O fluxograma do pedido de orçamento de uma marcenariaBaixar o infográfico
Ler o infográfico em texto

Marcenaria fictícia em Joinville: de 6 dias por orçamento para 2,15 dias

  1. Pedido e resposta: A atendente responde e registra em até 2 horas úteis.
  2. Decisão 1: O cliente enviou as medidas e as fotos? Se não, pede e espera.
  3. Orçamento: A atendente monta com a tabela de preços, em 1 dia.
  4. Decisão 2: O valor passa de R$ 8.000? Se sim, visita; se não, pula.
  5. Visita do dono: Confere as medidas e ajusta o valor, em até 3 dias.
  6. Envio: A atendente envia e combina o retorno em 2 dias.
  7. Aprovação: O cliente aprova, a atendente registra e passa ao dono.

Do pedido ao orçamento, em dias úteis

Antes (Tudo passa pelo dono)

  • Resposta ao cliente: 2 dias
  • Visitas por mês: 20 de 20
  • 6 dias: do pedido ao orçamento

Depois (A atendente decide dentro da regra)

  • Resposta ao cliente: 2 horas úteis
  • Visitas por mês: 6 de 20
  • 2,15 dias: do pedido ao orçamento, em média

Fonte: Cálculo do exemplo do artigo; critério da Consylion. Exemplo fictício, com números redondos, em dias úteis. Não é resultado real; meça os seus.

Fluxograma simples ou BPMN: quando passar para o próximo nível

O fluxograma simples basta até o processo cruzar mais de um setor, um sistema ou um prestador de serviço; a partir daí, vale conhecer o BPMN. Esse limite é um critério da Consylion, não regra da especificação.

BPMN (Business Process Model and Notation) é um padrão do Object Management Group (OMG), cujo objetivo, segundo a especificação, é oferecer "uma notação facilmente compreensível por todos os usuários de negócio", dos analistas que desenham os primeiros rascunhos aos desenvolvedores que implementam e aos gestores que acompanham. A própria OMG descreve a notação como "flowchart-like", parecida com um fluxograma, mas com símbolos e regras próprios. A versão que consultei é a 2.0.2, de janeiro de 2014; não verifiquei se há uma mais nova.

Na prática: a marcenaria do exemplo cabe em fluxograma simples. Se ela passasse a ter uma loja, uma fábrica terceirizada e um sistema que dispara o pedido, o desenho cruzaria três responsáveis, e um processo assim pede BPMN ou ajuda de quem entende de processos. Não faz sentido aprender BPMN antes de ter o primeiro desenho simples funcionando.

Em que ferramenta fazer: papel, Word, Excel, Canva ou online

Faça na ferramenta que você já abre sem pensar, porque o desenho vale pelo que está nele, não pelo programa. Não comparo ferramentas nem preços: eles mudam, e o ganho está em desenhar, não em escolher.

  • Papel ou post-its são ótimos para o primeiro rascunho com a equipe: dá para mover um passo de lugar sem apagar nada.
  • Word, PowerPoint e Google Docs têm formas prontas (oval, retângulo, losango, seta) e servem para a versão final.
  • Excel ou planilha funciona bem para a lista de passos com responsável e tempo, que é o coração do desenho.
  • Canva e editores de diagrama online ajudam a deixar o desenho bonito; só garanta que a equipe consiga abrir e editar.

O modelo em texto mais abaixo funciona em qualquer uma delas.

O erro mais comum no fluxograma

O erro mais comum é desenhar o processo ideal, sozinho, em vez do processo real, com quem executa. O instinto diz que o problema é desenhar bonito. O problema é desenhar o que deveria acontecer: a equipe segue o desenho e o trabalho continua do jeito de sempre, porque o desenho não descreve o jeito de sempre.

O Sebrae-SP lista "fazer o fluxograma irreal" entre os erros comuns e, no estudo de caso do mesmo material, uma dona de salão que redesenhou os fluxos "da forma como realmente são" viu as imperfeições e pôde agir sobre elas.

Outros erros vêm junto e se corrigem no teste do passo 6, o mesmo que ajuda a delegar com clareza e a ganhar produtividade:

  • Duas páginas ou mais. Se não cabe em uma, são dois processos.
  • Decisão sem regra escrita. "Se for caro" faz a pergunta voltar para você.
  • Desenho nunca testado. Só sabe se funciona quem tentou seguir sem ajuda.

Pense no desenho como o mapa de uma rota: quem conhece a cidade não precisa dele, quem chega pela primeira vez precisa. Seu cliente novo e seu funcionário novo são quem chega pela primeira vez. O teste de pronto é simples: se a equipe ainda te pergunta, o desenho tem um buraco, e quase sempre é uma decisão sem regra.

Modelo de fluxograma para copiar

O modelo abaixo está em texto, sem cadastro, e funciona em papel, Word ou qualquer aplicativo. Preencha um por processo.

Modelo pronto para copiar

Fluxograma em texto

Processo: (nome em até cinco palavras) Começa quando: (o fato que dispara) Termina quando: (o resultado) Quem executa: (nomes ou funções)

Passos (verbo e objeto, com responsável e tempo):

  1. (Quem) faz (o quê), em até (tempo).
  2. ...

Decisões (pergunta com saída sim e não):

  • Pergunta: (com a regra escrita)
    • Sim: vai ao passo (n).
    • Não: vai ao passo (n).

O que fazer se der errado: (a saída de cada falha: cliente não responde, valor muda, prazo estoura)

Um exemplo curto, com um segundo processo fictício, o de uma reclamação: começa quando o cliente reclama; a atendente registra em até 1 hora útil; decisão: o problema é de produto defeituoso? Sim: troca em até 5 dias; não: responde com a explicação em até 1 dia; termina com o cliente informado e o caso registrado. Se o cliente não responder à explicação em 3 dias, o caso é encerrado.

Exercício de 30 minutos

Mão na massa · 30 minutos

Um fluxograma do processo que mais te interrompe

  • Minutos 0 a 15: escolha o processo que mais te interrompe e liste os passos em post-its ou linhas, na ordem em que acontecem hoje.
  • Minutos 15 a 25: marque cada decisão com um losango, escreva a pergunta e a regra, e confira os 6 a 12 passos.
  • Minutos 25 a 30: releia como se nunca tivesse visto o processo e corrija o que ficou confuso.
  • Pronto quando: apareceu um passo ou uma decisão que você não sabia explicar. Esse é o buraco que gerava as perguntas.

Depois entregue o desenho a alguém da equipe e, em duas semanas, conte quantas vezes ainda te perguntaram algo que ele respondia.

Para levar
Se a equipe ainda te pergunta, o desenho tem um buraco.

Padrão Consylion de aconselhamento

Como usar este conselho

De onde vem
A especificação BPMN 2.0.2 da OMG, o material do Sebrae-SP sobre organização de processos de trabalho, e o critério da Consylion de desenhar com quem executa e testar até a equipe seguir sem perguntar, a partir do Manual de Processos. As 3 fontes estão listadas no fim do artigo.
Quando se aplica

Dono(a) de pequeno negócio com 1 a 9 pessoas que quer padronizar um processo repetitivo, como atendimento, orçamento, pedido ou entrega.

Limites
  • O fluxograma não substitui o POP (a instrução de como executar cada tarefa) nem o mapeamento (o levantamento do processo): ele é o desenho.
  • Processo que cruza vários setores, sistemas ou prestadores pede BPMN ou apoio de especialista em processos.
  • O exemplo da marcenaria é fictício, com números redondos, e não prevê o seu resultado.
  • Processo com exigência legal ou de segurança (alimentos, saúde, indústria) pede conferir a norma aplicável antes de desenhar.
Na prática
Papel e caneta, ou qualquer editor de texto ou de formas, e cerca de 30 minutos por processo.
Como medir o resultado
  • Depois de 2 semanas, conte quantas vezes a equipe ainda perguntou algo que o desenho respondia: se a pergunta voltou, há um buraco de decisão.
  • Meça o tempo médio do processo, em dias ou horas, antes e depois, nas mesmas condições.
Quando revisar
  • A OMG publicar nova versão da especificação BPMN que mude o que o texto diz.
  • O processo mudar na empresa, com etapa nova ou novo responsável.
  • O conteúdo do Manual de Processos mudar.

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Perguntas frequentes

Quantos passos cabem em um fluxograma?
O critério que eu uso é de 6 a 12 passos em uma página. Abaixo de 6, quase sempre falta detalhe e o desenho não ensina nada novo. Acima de 12, o desenho fica difícil de seguir: quebre em dois processos ligados, por exemplo, orçamento e produção. Não é norma, é uma regra de bolso minha, e você ajusta pelo teste de ver se alguém da equipe consegue seguir.
Quem deve desenhar o fluxograma?
Quem executa o processo no dia a dia, com você ao lado para organizar. Se o dono desenha sozinho, tende a desenhar o processo como imagina que ele é, e a equipe nota a diferença na hora. O material do Sebrae-SP diz o mesmo: o fluxo deve ser desenhado como realmente é, não como você gostaria que fosse.
O fluxograma substitui o POP?
Não. O fluxograma mostra a sequência e as decisões em uma página; o POP, ou procedimento operacional padrão, explica como executar cada tarefa, com o detalhe que não cabe no desenho. Eu usaria os dois juntos: o desenho para ver o caminho, o POP para quem está aprendendo uma etapa.
Edson Oliveira

Quem escreveu

Edson Oliveira

Fundador da Consylion e criador do Protocolo Consylion™

Li mais de 2.000 livros de negócios e reuni nos manuais da Consylion os métodos que uma pequena empresa consegue aplicar. Aqui, escrevo o passo a passo para você usar no seu negócio, com exemplos e a fonte de cada número.

Como produzimos este conteúdo

A pauta parte das dúvidas reais de quem toca uma pequena empresa e dos métodos dos manuais Consylion. O texto é escrito com apoio de inteligência artificial e segue o padrão editorial da Consylion: cada número, regra e citação vem de uma fonte confiável (órgãos públicos, normas, leis e pesquisas com metodologia publicada), aberta e conferida, e está listada no fim do artigo; o que não pode ser verificado não entra. Os exemplos com números são ilustrativos e estão identificados como tal. Quando surgem dados melhores ou as regras mudam, o artigo é revisado. Última revisão em . Leia a política editorial completa.

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Fontes citadas

  1. 01 OMG — Business Process Model and Notation (BPMN), versão 2.0.2, especificação formal (janeiro de 2014), cláusula 1.1
  2. 02 OMG — About the Business Process Model and Notation Specification Version 2.0.2
  3. 03 Sebrae-SP — Salão de Beleza: como organizar processos de trabalho (Gestão Empresarial para a Micro e Pequena Empresa)